“Os tempos converteron en impopular a manifestación aberta do odio aos xudeus. Sendo este o caso, o antisemita busca novas formas e foros onde poder instalar o seu veleno. Agora agóchao tras unha nova máscara. Agora non odia aos xudeus, só é antisionista!!”.
Martir Luther King na súa "Carta a un amigo antisionista" 1967.

sexta-feira, março 28, 2008

A MESQUITA DE AL-AZHAR


Por Paulo Casaca*

Construída em 972 por um general Fatimida - dinastia islâmica xiita que dominou o mundo árabe nessa altura - a Mesquita de Al-Azhar (Fátima, a filha de Maomé chamava-se Fátima Al-Zaharaa) albergou durante muito tempo a Universidade do Cairo, até esta ser transferida para um sítio mais espaçoso, e foi sempre, ao longo dos séculos, uma referência cultural e teológica fundamental. Com várias épocas de construção e com vários minaretes construídos em épocas diferentes, a Mesquita de Al-Azhar é um dos monumentos de visita obrigatória no centro do velho Cairo. Apesar de ser hoje uma mesquita, que só se distingue das restantes pela monumentalidade, foi com alguma curiosidade que recebi alguma leitura de divulgação, escrita em português do Brasil. Em estilo que faz lembrar o das seitas religiosas (talvez o problema esteja mais no português do Brasil utilizado do que necessariamente na mensagem religiosa) um pequeno opúsculo denominado de "A verdadeira Religião de Deus", da autoria do Dr. Abu Ameenah Bilal Philips, tinha um capítulo sugestivamente denominado de "A Mensagem das Falsas Religiões"em que se afirma a dado passo:
"Ao concederem à Criação ou a alguns dos seus aspectos o nome de Deus, as falsas religiões convidam o ser humano a adorá-la. Por exemplo, o Profeta Jesus incitou os seus seguidores a que adorassem a Deus; contudo, os que hoje afirmam ser os seguidores de Jesus, instigam as pessoas a adorarem-no, afirmando que ele é Deus".
Ao ler isto, pus-me a pensar no que diriam alguns dos meus anfitriões do Ministério para os Assuntos Islâmicos se, ao chegarem à Basílica de São Pedro (dado que não há aqui paralelos perfeitos, podemos pensar numa Notre Dame ou numa Winchester Cathedral) encontrassem um opúsculo em língua árabe em que, sob o mesmo título, se tratasse o Islão da mesma forma que o Cristianismo foi aqui tratado. Eles que consideram haver um cerco ao Islão, uma Islamofobia crescente na União Europeia que, note-se não tem a ver com o fanatismo ou o terrorismo islâmicos, até porque, como me explicaram, e aqui com o apoio da direita espanhola, a ETA e a Al-Qaeda podem ser considerados equivalentes, não terão ainda perdido o tempo necessário a considerar o problema da intolerância religiosa promovida pelo Islão, e de que este texto é um exemplo perfeito.

O que me pareceu mais paradoxal é que a elite egípcia, a começar pelos membros do Governo, percebem perfeitamente a situação, mas não parecem capazes de romper com ela. Cada vez mais estou convencido de que o problema tem de ser equacionado a partir do anti-semitismo, raiz de todos os problemas da intolerância contemporânea, acabando de vez com a forma absolutamente truncada como o todo o conflito do Grande Médio Oriente contra o Estado de Israel tem sido relatado.

A fundação do Estado de Israel é, a todos os títulos, um acto de afirmação de uma minoria que foge à opressão e ao holocausto. O território entregue a Israel em 1948 pelas Nações Unidas era ainda mais minúsculo do que o actual e passava pela submissão de uma ínfima parte da nação árabe ao domínio de Israel, sem qualquer paralelo com a violenta expropriação e expulsão de vastas áreas do Médio Oriente de todos os judeus. Foi a não aceitação dessa decisão das Nações Unidas, que era a todos os títulos razoável, que desencadeou os conflitos presentes. De lá para cá, a intolerância inicial foi crescendo, em larga medida por efeito dos revezes que sofreu, e ganha dimensões cada vez mais preocupantes. Na minha opinião, não se trata de ceder, o que só acelerará o movimento de intolerância, mas trata-se de insistir num diálogo estruturado e bem enraizado em princípios. Talvez assim os responsáveis da Mesquita de Al-Azhar entendam o que não é razoável encontrar no seu templo.

*Paulo Cassaca é eurodeputado socialista portugués. Artigo tirado de Nuclear

UNHA HISTORIA DE ISRAEL

O GUSTO AMARGO DOS SOÑOS: UNHA ENTREVISTA CON AMOS OZ


O escritor Amós Oz fala de Israel e Palestina, o sonho do sionismo e como os políticos ouvem os artistas e depois esquecem tudo o que eles ouviram.
Unha entrevista de Joanna Chen Newsweek Web Exclusive
Feb 14, 2008
Tradução: Henrique Chagas / Eliane Nascimento
Amós Oz é um escritor israelense de fama internacional cujos trabalhos têm sido traduzidos para mais de 45 línguas. Em maio, com o roteirista Tom Stoppard e com o Vice-Presidente Al Gore, ele receberá o prêmio Dan David, totalizando três milhões de dólares. Oz, 69, que ensina literatura na Universidade Bem Gurion, no sudeste de Israel, foi citado pelos juízes por "retratar os eventos históricos e ao mesmo tempo enfatizar o individuo e a exploração pessoal do trágico conflito entre duas nações". Membro fundador do Movimento Paz Agora, Oz tem sempre estado à frente da dificuldade israelense referente à identidade e defende com fervor uma solução para os dois Estados. Ele recentemente deu uma entrevista à Joana Chen, da NEWSWEEK, na sua casa em Tel Aviv, sobre literatura, política e sobre as vozes dos mortos que não se vão.
NEWSWEEK: O que você acha que faz a sua escrita tão acessível para as pessoas do mundo inteiro?
Amós Oz: Eu acho que há algo universal no provincial. Meus livros são muito locais, mas de um modo estranho, eu acho que o quanto mais local, paroquial e provincial, mais universal a literatura pode ser.
Por que tão poucos livros seus tem sido traduzidos para o Árabe?
A tradução árabe é mais importante para mim do que qualquer outra. É aquela que eu me envolvo mais. Infelizmente, há uma parede de resistência nos países árabes. Muitos editores árabes não tocam em nada vindo de Israel, não importa se vem dos falcões [radicais] ou das pombas [diplomáticos]
O que você fez para remediar isto?
"De amor e trevas" é agora traduzido para o Árabe pela família de George Khoury, um aluno israelense palestino que levou um tiro na cabeça por terroristas que o confundiram com um judeu enquanto ele estava praticando seu "jogging" em Jerusalém. Eu estou muito tocado por isto e pela nobre decisão da família de tratar esse livro como uma ponte entre as nações.
Que papel você pensa que o passado desempenha na determinação do futuro desta região?
O passado quase domina esta região - não somente desempenha um papel. Eu acho que isso é uma das tragédias desta região. As pessoas lembram bem e muito. Ambos judeus e árabes carregam cicatrizes profundas, cicatrizes dramáticas.
Deveriam os dois lados deixar estas memórias de lado e se concentrar em corrigir o presente?
Nós podemos fazer isto. Nós podemos também usar nossas memórias como alicerce para o futuro. Nós podemos dizer, por exemplo, que essas especificas memórias traumáticas [servem como] uma lição em como se tratar outros povos, como nós deveríamos tratar nossas próprias minorias. Este é um modo de lidar com o nosso passado.
Você falou sobre um acordo de dor e ranger de dentes. Pode não haver um final feliz?
Não, eu não acredito num final feliz para este tipo de conflito trágico. Essencialmente porque há um conflito entre direita e direita. Qualquer acordo significará concessão; significará renunciar a algo que ambas as partes firmemente acreditam serem suas, e ambas as partes tem muitas boas razões para terem esta crença, então um acordo será como uma amputação para as duas partes. Não existem acordos felizes.
O que costumava ser um confronto local entre árabes e judeus tornou-se um assunto global.
Quanto eu era criança era muito similar ao conflito em Belfast: uma vizinhança contra outra vizinhança. Desdobrou-se num conflito de grande escala entre Israel e partes do mundo árabe, e infelizmente isso coincide com o conflito entre o ocidente e o Islã. Deixe-me imediatamente acrescentar que eu não acredito num choque de civilizações. Não é o Islã contra o Cristianismo. Não é o Oriente versus o Ocidente. São os fanáticos contra o resto de nós.
O Primeiro Ministro Ehud Olmert convidou você para sua casa no ano passado. O que vocês discutiram?
Não vou entrar em detalhes porque foi uma conversa privada, mas eu posso dizer que isso é uma prática bem comum neste país. Primeiros ministros convidam escritores e poetas para uma conversa reservada e perguntam-nos onde o país não deu certo. E eles admiram as respostas dos escritores e os ignoram completamente.
Você acha que os escritores ainda expressam a consciência social das pessoas?
Há uma grande expectativa na tradição judaica que o escritor e o poeta irá de algum modo ser o herdeiro do profeta. Lógico, nenhum escritor consegue isto, e até mesmo os profetas não foram bem sucedidos em suas épocas em mudar a cabeça das pessoas. Mas a expectativa existe.
Você se declarou contra a ameaça de invasão de Israel na faixa de Gaza.
Fazendo isso nós uniremos todo o povo palestino e talvez todo o mundo árabe ao lado do Hamas. Isso aumentará a opinião publica pelo Hamas. Se nós não formos cuidadosos, nós alcançaremos esta conseqüência. Ainda não aconteceu, mas poderá acontecer.
O que você acha que as pessoas de ambos os lados realmente querem?
A grande maioria dos judeus israelitas e a grande maioria dos árabes palestinos agora sabem que no fim das contas haverá dois estados, duas capitais em Jerusalém, nenhum grande retorno de refugiados para Israel e remoção maioria das colônias. Eles sabem disso, até mesmo as pessoas de ambos os lados que não gostam disso.
O Projeto Sionista ainda está vivo e funcionando?
Eu acho que é uma historia de sucesso, mas como todo sonho que torna realidade tem um gosto amargo. A única maneira de manter um sonho cor de rosa intacto é nunca tentar fazê-lo acontecer. Isto é verdade não só em criar uma nação. Isso é uma verdade em escrever um romance, plantar um jardim, por em prática uma fantasia sexual. O Sionismo aconteceu, e, portanto, é desapontador. Mas é sobre a natureza do Sionismo, sobre a natureza dos sonhos.
Você acha que a América está ajudando no processo de paz?
Sim. Eu gostaria de ver os EUA seriamente encorajando Israel a fazer as necessárias concessões para um acordo de paz com os palestinos. Encorajar Israel também quer dizer apoiá-los. Israel correrá grandes riscos renunciando os territórios ocupados, nunca algumas de suas defesas. A respeito disto, não somente os EUA, mas o mundo inteiro ajudariam se estendessem o máximo de empatia possível a ambas as partes.
O que você acha da ameaça iraniana?
Eu temo que daqui 10 ou 15 anos todo país que quiser terá meios de destruição em massa, então, a campanha contra o Irã é um caso perdido. Eu, pessoalmente, me preocupo mais com o Paquistão que como Irã. O Paquistão é um estado nuclear com um movimento islâmico muito poderoso, então fico mais nervoso com o Paquistão do que com o Irã.
Você tem literaturas favoritas?
Eu não tenho uma prateleira com obras primas amadas, mas Anton Chekhov está bem perto do meu coração, talvez o mais perto. Ele me faz rir e chorar, às vezes ele me faz rir e chorar ao mesmo tempo, o que é eu tentei fazer em "De amor e trevas": apagar a linha entre a tragédia e a comédia. Eu não mais acredito que a tragédia e a comedia sejam dois planetas diferentes. Elas são apenas duas diferentes janelas das quais nós podemos olhar a mesma paisagem das nossas vidas.
Como você planeja seus livros?
Eu não os planejo. É de repente. Eu ouço algumas vozes dentro da minha cabeça, vozes de personagens, vozes de pessoas. Eu não sei quem são essas pessoas, mas elas conversam dentro da minha cabeça, e eu não reconheço aquelas vozes inicialmente. Eventualmente, se elas permanecerem comigo o bastante eu me familiarizo com elas. E gradualmente as vozes se tornaram personagens, e o que elas fazem umas às outras é o mote. Mas sempre começa com uma assembléia de vozes.
Sua mãe cometeu suicídio quando você era criança. Você escuta a voz dela?
Às vezes sim. Eu muito freqüentemente escuto as vozes de pessoas mortas. Os mortos são muito importantes para mim.
E se uma pessoa não quiser ouvir as vozes de pessoas mortas?
Não ouvir essas vozes é perder parte de si, parte de sua vida. Quando eu escrevi "De amor e trevas" estava convidando os mortos para um café na minha casa. Eu disse para eles, "Sentem-se. Vamos tomar um café e conversar. Quando você estava vivo nós não conversamos muito. Nós falamos sobre política e assuntos atuais, mas nos não conversamos sobre coisas que importavam..... E depois que conversarmos e do café, você irá embora. Você não vai viver na minha casa. Mas você esta convidado para parar para o café de vez em quando". Este é o meu jeito certo de tratar os mortos.
Você escreveu que quando criança você queria crescer para ser um livro. É um livro mais duradouro que uma pessoa?
Foi uma questão de segurança pessoal. Eu estava com medo. Eu era uma pequena criança aterrorizada. Rumores estavam começando a chegar a Jerusalém no começo dos anos 40 sobre extermínio de judeus na Europa. O ar estava cheio de premonições sobre o mesmo destino aguardando os judeus em Jerusalém. Eu achei mais seguro crescer e me tornar um livro do que um homem, porque um livro, pelo menos, uma cópia de mim sobreviveria em alguma biblioteca distante em algum país distante.

O KIBBUTZ COMO ALTERNATIVA SOLIDARIA PARA AMÉRICA LATINA


"O kibbutz perfílase como un modelo de economía solidaria para América latina". Así o afirmou o Secretario Xeral do Movemento Kibutziano de Israel, que agrupa a 270 unidades comunais, ao arribar a Santiago de Chile. Barguil disertará sobre "O kibutz na actualidade e unha visión socialista moderna" en Bos Aires (o luns 31 ás 19.30 no Centro Comunitario Tzavta, Tte. Gral. J. D. Perón 3638) e logo en Montevideo. Antes da súa elección como Secretario da unión de kibutzim, Barguil dirixiu o Movemento Paz Agora e foi fundador, con Ziad Abu Ziad, do 'Israeli-Palestinian Information Center for Peace'. Barguil se graduou en Ciencia Política da Universidade Hebrea de Jerusalem, e exerceu como Sheliaj -Emisario do Movemento Kibutziano- nos EEUU (1996-1999). Na actualidade é membro da dirección da Axencia Xudía e é Presidente da "Coalition Majority", ('Koalitziat Harov' en hebreo), organismo que agrupa ao Partido Laborista, o Partido Meretz e movementos non-gobernamentais comprometidos coa procura da paz no Medio Oriente. No seu carácter de Secretario Xeral do Movemento Kibutziano actúa como representante do Estado de Israel nos foros cooperativos internacionais.

quinta-feira, março 27, 2008

OR HAYELADIM



OR HAYELADIM Magazine editou o seu primeiro número o pasado mes de xaneiro. Eis unha revista con contidos de Xudaísmo, Sionismo e actualidade en Sefarad. O seu vindeiro número verá aluz nos meses de Abril-Xuño 2008. Desde GZ-Israel parabéns pola magnífica iniciativa.

quarta-feira, março 26, 2008

OS OBXECTIVOS DO SIONISMO SOCIALISTA. LOGROS E FRACASOS.


Por José Alberto Itzigsohn

Artigo publicado en Nueva Sión

Os sesenta anos da independencia do Estado de Israel son unha boa ocasión para intentar un balance e quero referirme aquí a un balance moi importante. En que medida os obxectivos propostos polo sionismo en xeral e o sionismo socialista en particular, lográronse ou están en camiño de acadarse e en que medida foron refutados pola realidade. Un obxectivo básico do sionismo, de todas as cores do espectro político, foi a reunión de todos os grupos xudeus, sobre todo daqueles ameazados en forma directa polo antisemitismo, nunha terra onde puidesen sentirse seguros e vivir en liberdade. Ese obxectivo foi parcialmente logrado. Nos algo máis de 120 que dura o poboamiento xudeu moderno de Palestina, a poboación xudía creceu de poucas decenas de miles a case seis millóns. Israel contén máis dun 40% da poboación xudía mundial. Un logro demográfico extraordinario, pera un país pequeno, algo menor que a provincia Arxentina de Tucumán e a metade de cuxa extensión é deserto e que vive ate hoxe, nun estado de guerra, case permanente, coa poboación árabe que o rodea. O logro non debe valorarse só como crecemento demográfico, debido sobre todo á inmigración, senón tamén en termos de avances cara á unidade cultural de grupos moi diversos e a adopción dun idioma común, o hebreo, que estaba practicamente restrinxido ao uso ritual. Non faltaron erros groseiros nese proceso, como en todo proceso de absorción de migracións masivas e heteroxéneas, pero toda esa poboación sobreviviu, ben que mal, ate facerse parte dun Estado moderno, que fai vangarda en moitos aspectos científicos e tecnolóxicos.
Outro logro moi importante é a diversificación das ocupacións xudías. Non hai outra comunidade xudía no mundo que abarque unha gama tan ampla de ocupacións, na agricultura, na industria e ate, por unha necesidade infortunada, na actividade militar. É verdade que en Israel, como en todo Estado do primeiro mundo, hai moitas tarefas que son desempeñadas por sectores postergados da poboación ou por traballadores inmigrantes: as tarefas da construción, os labores agrícolas manuais, o coidado de inválidos e anciáns, etc, pero penso que Borojov estaría, polo menos, parcialmente satisfeito, ao ver que a súa famosa "pirámide investida" das ocupacións xudías típicas, modificouse tanto. Estes son logros evidentes do sionismo, pero non ocorreu o mesmo co lograr seguridade para ese núcleo xudeu. Por certo que Israel dispón dun exercito moi poderoso, pero a falta de paz coa poboación palestina, a persistencia da ocupación de territorios palestinos, expón á poboación xudía israelí a actos terroristas, á posibilidade de guerras reiteradas e á ameaza de agresión masiva por parte de países como Irán e dos seus aliados locais, Siria, Hezbollah e Hamas. Podria exporse a pregunta, de onde están máis seguros os xudeus hoxe en día: se nos países occidentais, a pesar da persistencia de grupos antisemitas militantes ou en Israel, coa súa gran forza, que ben a envexaron os combatentes dos guetos, pero baixo a sombra da guerra. Esta é unha pregunta difícil de responder, pero penso que a resposta pasa polo avance do proceso de paz cos palestinos cara a unha solución de dous estados para dous pobos, que é de esperar que diminuíse a motivación a outras ameazas externas e permitiría unha política de alianzas máis flexíbel. En canto á construción dunha sociedade socialista, ese propósito non se cumpriu e pola contra, podemos observar retrocesos en relación aos anos iniciais do Estado. O movemento kibutziano que no seu momento expuxese a construción de comunas baseadas no principio "de cada un segundo as súas posibilidades e a cada un segundo as súas necesidades" derivou a comunas cooperativas, cunha repartición das ganancias das mesmas, pero con soldos desiguais, de acordo ao traballo de cada un. Tamén a súa importancia no panorama xeral do país retrocedeu e o seu papel na defensa e na política, diminuíu. Diversos factores influíron nese proceso. A dificultade de manter illas socialistas nun medio capitalista, a desaparición do chamado "campo socialista" do cal moitos kibutzim se consideraban a representación e vangarda en Israel e que de súpeto lles fixo quedar como unha vangarda sen exército e tamén o desmoronamiento de compoñentes utópicos, como a ilusión de poder crear, no curso dunha ou dúas xeracións, un "home novo".
Os seres humanos poden cambiar, pero son refractarios a un cambio apresurado "por decreto". Iso viuse claramente nalgúns aspectos, como a política de separar aos nenos dos seus pais, para "liberalos" das deformacións da xeración pasada e para liberar á muller do xugo das obrigas domésticas. Deuse o caso de que moitas mulleres que pasaron a súa infancia nesas condicións, foron as primeiras en reclamar que os seus fillos durmisen nas súas casas e non en dormitorios comúns. E así outros exemplos, como a desaparición da maioría dos comedores comunais, outrora símbolo e orgullo da vida colectiva kibutziana. Cada cal cociña na súa casa cun emolumento que o kibutz dálle para ese fin. En canto ás organizacións sindicais urbanas, como a Histadruth, Confederación Xeral do Traballo conservan unha gran forza, pero deben ser consideradas, precisamente, como sindicalistas e non como socialistas nas súas aspiracións políticas. En canto ao plano político, as forzas liberais humanistas, partidarias da paz e da xustiza social, están representadas principalmente hoxe polo partido Meretz e por personalidades doutros partidos e movementos independentes e de esquerdas, aínda que as enquisas demostran que o anhelo de paz na poboación israelí esta moito mais difundido que o que faría crer a súa representación política. Con todo, non todo esta perdido. O kibutz, a pesar dos seus retrocesos, segue sendo unha forma de vida superior, nas súas relacións humanas e pola educación que brinda aos seus nenos, á vida da sociedade o que o rodea. O espírito pioneiro non desapareceu e maniféstase, por exemplo, en comunas de mozos que viven, xa sexa en kibutzim ou en comunas urbanas e que se dedican á axuda cultural e organizativa aos sectores menos favorecidos da poboación, xudía e árabe e á loita pola paz. A isto debemos sumarlles as organizacións pacifistas e ecoloxistas urbanas moi importantes pola súa actividade. Ademais, o "ethos" igualitario dos primeiros tempos, persiste coma un valor ideal que fai máis critica a visión dunha sociedade con desigualdades de ingresos flagrantes. Para nós, a xeración que apoiou a "Nova Sión" no momento da súa independencia, para moitos pioneiros dos kibutzim, 60 anos atrás e para os voluntarios arxentinos na guerra de 1948, moitas cousas non resultaron como esperaramos, talvez inxenuamente, pero para utilizar unha expresión común en Israel, "pódese ver a luz ao final do túnel". Ou cando menos imaxinala.

EU XA NON ME ATOPO NUN SITIO COMA ESE


Por Xoán Bernárdez*
Parto da suposición de que a asociación "pro israelí" á que se refire Ramón Muñiz debe de tratarse da "Asociación Galega de Amizade con Israel", acerca da cal debo de dicirlle que nos seus estatutos non se fala tan só do dereito do pobo de Israel a existir, senón tamén do que teñen os palestinos a ter o seu propio estado. A "Asociación de Amizade Galiza-Israel", á que me gabo de pertencer, non é, pois, como afirma no seu artigo, unha entidade "favorable exclusivamente á parte israelí", aínda que haxa quen o pense así.
Estou completamente de acordo con vostede en que calquera nacionalista debe de sentirse "antiimperialista, anticolonialista, e defensor da liberación dos pobos asoballados". Esas deben de ser as súas principais angueiras. En troques xa atopo moito menos fundamentada a súa afirmación de que Israel sexa un pobo deshumanizado e opresor, mentres que o palestino, "desestructurado, desfeito, humillado, empobrecido, desesperanzado e sen máis axuda que a dos seus propios remedios", teña nesta escena o papel de "víctima", correspondéndolle a Israel o de "verdugo". Como moito, tal vez se poida admitir que hai cousas boas e cousas malas tanto por parte de uns coma de outros.
Supoño que a través das miñas palabras estará a advertir que tamén son nacionalista. E sono dende hai moito tempo. Tanto que, sendo aínda moi novo, seguía abraiado canto estaba a acontecer en Terra Sata, agardando que chegara a paz e que, con ela, os dous pobos puidesen liberarse da tutela británica. Por iso, cando a ONU decidiu, en novembro de 1947, dividir o país, conferindo aos xudeus as terras da súa propiedade, e aos árabes as súas, pensei que, por fin, chegaba o remedio para aquela situación. Fora este un labor sumamente laborioso, aínda que non perfecto, xa que deixaba a algúns árabes na parte israelí, e aos cen mil xudeus da Xerusalén occidental, ademais de algúns outros pequenos enclaves, na árabe. Mais abría un camiño á esperanza
Desgraciadmente, como é sabido, na noite do 14 para o 15 de maio de 1948, momento no que os britanicos abandonaban Palestina, e era proclamado o estado de Israel, os exércitos de seis países árabes atacaron a este coa declarada intención de borralo do mapa. E o mesmo aconteceu despois, nas guerras de 1956, 1967 e 1973.
Porén, ningunha de tales confrontacións resolveron nada, xa que a tensión continúa, e a paz parece aínda lonxe. Evidentemente Hamás e Hizbullah están a xogar ben as súas cartas, e cos seus "mártires" suicidas, e cos seus escudos humanos conseguen que haxa quen pense que son eles os coitados, mentres que celebran no medio de grandes amosas de ledicia os atentados que cometen os seus seguidores. Mais tampouco debemos de esquecer que contan con moita máis axuda que esa dos "seus propios remedios". Porque están a recibir diñero, moito diñeiro, aínda que non o dediquen a hospitais, medicinas ou a axudar ao seu pobo, senón que, por medio del conseguen que os medios fagan alarde dunha descarada e parcial publicidade ao seu favor. Hamás e Hizbullah están armados "ata os dentes", e os seus mísiles, os seus foguetes, e os seus obuses continúan a caer sobre as colonias e as vilas israelís próximas á fronteira un día si e outro tamén. Todo se atopa na mesma situación que a que, en 1966, fixo cantar a Adamo, no seu "Inch'Allah": ..."sur cette terre d'Israël il y a des enfants qui tremblent": "nesta terra de Israel hai nenos que tremen". Porque daquela, o mesmo que hoxe, tremían os nenos sobre os que caían bombas e obuses, e tiñan que vivir e durmir en bunkers e refuxios. Por motas voltas que se lle pretenda dar á situación, Israel, para sobrevivir, non ten máis remedio que tomar medidas que lle permitan defenderse dos seus inimigos.
Tampouco se pode negar que existen xentes, dunha e outra banda, que están a traballar pola paz e por acadar acordos. Mais seríamos necios se pecháramos os ollos e pretendésemos ignorar que unha grande parte dos árabes segue aferrollada a aqueles "non" da súa Conferencia de 1967 en Khartum: "non negociar", "non á paz", "non recoñecer a Israel". ¿Que futuro se pode agardar de semellante actitude? Sinceramente, penso que non é ese o camiño. Que existen outros demóstrannolo os decisivos acordos de paz que con Israel firmaron despois Exipto e Xordania.
Agora ben, a miña posición a este respecto xa deixou de ser "chocante". Xa non milito no BNG. Xa non me atopo, pois, "nun sitio coma ese". Despois de dez anos nas súas filas dinme de baixa voluntariamente hai un ano. E non só pola súa irracional postura en contra da existencia de Israel, senón porque me alertou, primeiro, o feito de que algúns dos seus dirixentes sinalasen, como modelo a seguir, o do tiránco réxime do Irán, e arrepiáronme despois os seus ¡viva Palestina!, que, para min, foron tanto como se aprobaran o terrorismo árabe que está a abanear o mundo: Torres Xemelgas, Metro de Londres, Estación de Atocha, Restaurante "El Descanso" de Barajas, bombas en Casablanca, Alxer, Exipto, Líbano e Irak, ou canto está a acontercer no Sáhara, por citar nada máis que algúns casos dos últimos anos. Cousas que me convenceron de que non estaba no lugar axeitado.

*Xoán Bernárdez é escritor e Licenciado en Xeografia e Historia. Artigo publicado no semanario A PENEIRA

segunda-feira, março 24, 2008

HIMNO DOS PARTISANOS XUDEUS


"Partizaner Lid" - O himno dos Partisanos xudeus
Dmitri Pokrass (música) e Hirsh Glik (letra)
Tamén coñecido pola súa primeira líña, "Zog Nit Kein Mol" (Nunca Digas) e polo final da coda "Mir Zainen Do" (Estamos aquí)

Poema orixinal en Idish de Hirsh Glik (1922-1944), quen fixo a letra a unha melodía do compositor ruso Dmitri Pokrass. Publicado por Yehuda Ayzman, en 1945. Escrito durante a Segunda Guerra Mundial no Ghetto de Vilna, foi o himno da Organización de Partisanos Unidos en 1943, un movemento de resistencia antinazi. Espallouse polos outros ghettos, campos de concentración e divisións de partisanos, e após a guerra a todas as comunidades xudías arredor do mundo. Cántase en asembleas conmemorativas, especialmente en Yom HaShoa (Día do Recordo das Vítimas do Holocausto).

sábado, março 22, 2008

A BOA SOCIEDADE



Por Hannah Arendt (Alemaña, 1906 - EE.UU, 1975)
De «Eichmann en Xerusalén. Un estudo sobre a banalidade do mal».

Eichmann, a diferenza doutros individuos do movemento nazi, sempre tivo un inmenso respecto cara á "boa sociedade"; e os bos modais dos que facía gala ante os funcionarios xudeus de fala alemá eran, en grande medida, o resultado de recoñecer que trataba con xente socialmente superior a el. Eichmann non era, nin moito menos, como unha testemuña lle cualificou, un Landsknechtnatur, un mercenario, que quería fuxir a rexións nas que non se observasen os dez mandamentos e nas que un home puidese facer o que quixese. Ate o último instante, Eichmann creu ferventemente no éxito, o criterio que mellor lle servía para determinar o que era a "boa sociedade". Características de Eichmann foron as súas derradeiras palabras acerca de Hitler, a quen Eichmann e o seu camarada Sassen decidiron "dar pouca importancia" no seu relato. Eichmann dixo que Hitler "quizais estivese totalmente equivocado, pero unha cousa hai que non se lle pode negar: foi un home capaz de elevarse desde cabo do exército alemán a Führer dun pobo de oitenta millóns de individuos ... Para min, o éxito alcanzado por Hitler era razón dabondo para obedecerlle". A conciencia de Eichmann ficou tranquilizada cando viu o celo e o entusiasmo que a "boa sociedade" puña en reaccionar tal como el reaccionaba. Non tivo Eichmann ningunha necesidade de "pechar os seus oídos á voz da conciencia", tal como se dixo no xuízo; non, non tivo tal necesidade debido, non a que non tivese conciencia, senón a que a conciencia falaba con voz respectable, coa voz da respectable sociedade que lle rodeaba.

sexta-feira, março 21, 2008

UNHA ALEMÁ EN XERUSALÉN





Por Hermann Tertsch
Tanto se abusa deste adxectivo que xa dá certo pudor utilizalo pero hai ocasións nos que o significado dun acto político adquire tal peso, dimensión e densidade no seu carácter único que non pode cualificarse doutro xeito. Por iso foi realmente «histórica» a visita da chanceler alemá, Angela Merkel, a Israel esta semana. Como foino o seu discurso, ante o Knesset (parlamento israelí) en Xerusalén. En alemán, para moitos israelís a «lingua dos verdugos» do Holocausto, -algúns membros da cámara aínda non poden soportalo e ausentáronse- a chanceler alemá fixo historia. A cámara cambiara especialmente para ela as regras que só daban o privilexio de falar desde aquela tribuna a Xefes de Estado. Desde alí dirixiuse aos parlamentarios pero a súa mensaxe nidia e contundente ía destinado a todo o mundo e especialmente aos inimigos de Israel. E proclamou que Alemaña considera a seguridade deste pequeno Estado xudeu como propia e «xamais negociábel». «As ameazas a Israel son ameazas a nós». Na lingua dos verdugos chegou unha alemá a Xerusalén para dicirlles aos israelís que xamais volverán ficar sós como entón, cando un Estado alemán intentou exterminar ao pobo xudeu ante a indiferenza da maioría dos europeos e coa cooperación de moitos. Aseguroulles que este Estado alemán non permitirá que outros novos inimigos, esta vez non con gas Zyklon B nin en matanzas multitudinarias, senón coa bomba atómica, preparen e conclúan aquela aniquilación que o nacionalsocialismo alemán perpetrou no século XX. A existencia de Israel é un dos máximos símbolos da vitoria do mundo libre contra o nacionalsocialismo e contra todo totalitarismo. A alemá no Knesset falou de historia con maiúscula, de principios irrenunciábeis e de compromisos irrevogábeis en defensa da liberdade e da sociedade aberta. Unha gran lección. En realidade, os actos de celebración do 60 aniversario do Estado de Israel non comezan ate maio, pero Merkel quixo adiantarse ás moitas visitas que se producirán entón para darlle á súa o carácter único que o tráxico pasado común de alemáns e xudeus merece. Pero tamén para facer unha exposición moi persoal das razóns, as moitas razóns que ten ela para considerar a Israel un bastión do mundo libre e da sociedade aberta que non pode sucumbir sen terribles consecuencias para todas as democracias. «A seguridade de Israel é razón de Estado para Alemaña». A defensa de Israel debe ser razón de Estado para todas as sociedades abertas e libres. A viaxe de Merkel é un dos que todos os líderes das democracias deberían facer por dignidade, sentido da historia e respecto aos valores que os elevaron ao cargo. Obrigados, non como ela polo pasado, pero tanto como ela polo presente e polo futuro de Israel e de todo o mundo que damos en chamar occidental. O 60 aniversario da fundación do Estado de Israel chega no momento idóneo para que as democracias occidentais proclamen o seu compromiso inquebrantábel coa defensa deste pequeno Estado cuxa existencia volve estar ameazada como nunca desde 1967. Desde hai xa un lustro, perde forza a única solución pacífica que existe para o conflito e que se basea na opción dos dous estados, o xudeu e o palestino. Se en Israel custou moito lograr unha maioría para esta solución -hai trinta anos eran multitude os que propugnaban a colonización total dos territorios conquistados en 1967 e a expulsión dos palestinos cara aos países árabes veciños- hoxe a situación investiuse. A popularidade do fanatismo islamita, entre os palestinos especialmente pero tamén no mundo árabe en xeral e noutros inimigos de Israel co Irán de Ahmadineyad á cabeza, fixo rexurdir con virulencia o vello soño de converter tarde ou cedo ao Estado de Israel nun breve paréntese na longa historia da rexión, un «accidente» consecuencia doutro anterior que sería o Holocausto. Hamás, Hezbollah, Siria ou Irán, Al Qaeda e grupos similares non teñen o mínimo interese en avances en dirección cara á constitución dun Estado palestino viábel. Desde Teherán só parte unha mensaxe constante e retadora que pide sufrimento en espera do golpe liberador que restaure a honra do Islam coa destrución do Estado de Israel. Que ninguén pense que a presidenta do parlamento israelí se deixaba levar pola retórica o martes cando pedía a Merkel, «téndanos a man para evitar a condena a morte», en referencia á ameaza que todos os israelís perciben ante os plans nucleares do réxime de Teherán. Angela Merkel ten a paradoxal vantaxe sobre os seus colegas do resto de Europa occidental de crecer baixo unha ditadura comunista, saber o que é o totalitarismo e o que é a liberdade. E os esforzos e o prezo que esta merece na súa defensa. Por iso é incapaz de caer nos relativismos doutros, como os nosos inefables gobernantes españois cos seus solemnes xogos da nada sobre a harmonía na Alianza de Civilizacións cos inimigos da civilización. Merkel ten pola contra iso que se denomina «cultura de defensa», unha virtude deostada ou sinxelamente ignorada por tantos políticos europeos. Por iso sabe percibir as ameazas á liberdade propia nos ataques á doutros Estados, comunidades ou persoas. Por iso é capaz de ir a Moscova e a Pequín e proclamar alí a súa preocupación polos dereitos humanos mentres outros visitan estas capitais sen acordarse deles. Como tantos políticos centroeuropeos e antigos disidentes baixo os réximes comunistas, sabe que a liberdade perdida por debilidade pode custar xeracións en ser reconquistada. Sabe que os inimigos da liberdade son implacables e utilizan e fomentan a confusión, a comodidade, a ignorancia e a covardía nas sociedades libres. Pero sobre todo sabe que Israel non se pode permitir unha derrota porque equivalería á súa aniquilación. E é consciente de que as ameazas contra Israel son ameazas contra todos nós. Israel é parte da historia alemá e europea. É evidente que Israel hoxe non existiría como é se a Alemaña nazi non asasinase industrialmente a millóns de xudeus. Nin se tivesen as vítimas outros países europeos onde buscar refuxio ante a ofensiva criminal nazi que comeza en 1934 coas Leis de Nuremberg e conclúe nas chemineas de Sobibor e Auschwitz ou nas terribles mortes por enfermidades e fame en Bergen-Belsen con Hitler xa morto. Como non podía ser doutro xeito, certos sectores da esquerda europea apresuráronse a criticar a Merkel por non aludir aos asentamentos israelís nos territorios ocupados nin á triste situación en Gaza. A Gaza si se referiu e con inmenso sentido común. Hamás é responsábel do que alí ocorre, porque Israel, que se retirou unilateralmente daqueles territorios, non pode tolerar que desde alí se bombardee diariamente á súa poboación civil. Merkel cre no dereito á defensa propia. Outros pretenden que Israel renuncie a ela. Non pode caer en semellante erro quen tan longa memoria ten. A chanceler estivo xa tres veces en Israel e os territorios durante o seu mandato. E por suposto que tratou cos dirixentes israelís sobre estas cuestións políticas ás que aludiu no parlamento en Xerusalén como «a necesidade de dolorosas concesións». A política israelí é moitas veces moi criticable e condenable. E sen dúbida deberá de facer moitas «concesións dolorosas» para calquera acordo cando teña interlocutores. Pero o seu dereito á defensa propia só llo poden discutir os seus inimigos. Pero, ademais, quedou claro que esta visita foi concibida persoalmente pola chanceler como unha proclamación de principios. Con sete ministros do seu Gabinete en Xerusalén para elaborar cos seus homólogos israelís amplos programas de cooperación a longo prazo, ela centrouse na escenificación deste salto cualitativo que converte a Israel nun dos socios privilexiados de Alemaña nun nivel que só teñen Francia, EE.UU., Italia e quizais agora Polonia. O Estado de Israel está, desde esta semana, un pouco máis arroupado ante as tempestades da historia que se adiviñan. Necesítao e meréceo.

quinta-feira, março 20, 2008

ESCUDOS HUMANOS

Mira este clarificador video AQUÍ

BOICOT ÁRABE Á CULTURA


Por Pilar Rahola

www.pilarrahola.com

Respecto de Israel, nada resulta sorprendente. Son tantos anos de demonización, que algúns xa estamos blindados. Á mítica Eretz parece que ningunha razón lle asiste, a pesar de sufrir sesenta anos de acoso bélico, en forma de guerra directa, ou de pinga malaya terrorista. Como tampouco é aceptable ningunha defensa, a pesar de que os seus inimigos teñen como único obxectivo, destruíla. E, por moito que gañe duramente o dereito internacional, ningún dereito a protexe, asediada por unha xeopolítica cuxo accionar depende dos intereses dos países árabes. É o Estado do mundo máis vixiado e criminalizado e, con todo, o que máis risco de supervivencia padece. De feito, o único que realmente podería desaparecer se os delirios totalitarios de Irán ou do terrorismo yihadista chegasen a bo porto. Dicía, pois, que nada pode sorprender, porque é difícil imaxinar máis inquina contra ese pequeno e torturado país. A pesar diso, o que ocorreu no Salón do Libro de París causa unha fonda desolación. Un pode imaxinar que Libia, cuxo presidente ten contas pendentes co terrorismo en Europa, impida na ONU unha condena contra o asasinato de nenos nunha escola. A vergoña dunha ONU secuestrada polo voto das ditaduras islámicas é xa unha entrañable tradición. E tamén é plausible imaxinar que anos de ocupación siria en Líbano non importen a ninguén, pero calquera movemento defensivo de Israel sexa considerado crime de lesa humanidade. Ou que o adestramento de nenos palestinos para convertelos en bombas humanas sexa considerado un acto de resistencia. Ou que se considere a Israel culpable da pobreza en Palestina e ninguén se pregunte onde van as axudas de miles de millóns de euros aos palestinos. Ou que se compare aos sobreviventes do holocausto cos seus propios verdugos. Case todo é imaxinable. Pero que os escritores árabes boicoteen aos escritores israelís, nunha feira internacional, e que o resto de escritores do mundo o considere normal, iso, perdoen, supera a miña capacidade de imaxinación. Xa sei que non é a primeira vez que a cultura veta á cultura. Pero o de París é un paso definitivo cara ao envilecimiento do mundo intelectual, unha constatación máis do tristemente só que está o pobo xudeu. Onde están os escritores libres, os intelectuais que se preocupan por crear pontes de diálogo, os defensores da palabra? No nome de que principio de liberdade se pode xustificar un boicot á literatura israelí, parte dela a máis crítica do planeta? Por suposto, que países como Iemen, Arabia Saudita ou Irán boicoteen o Salón, resulta case unha bondade moral. Á fin e ao cabo, o desprezo destas tiranías pola intelixencia é o seu principal aceno de identidade. Pero que escritores árabes recoñecidos non queiran dialogar con Abraham B. Yehoshua, David Grossman ou Amos Oz, e que os escritores europeos consideren o xesto, merecedor de aplauso, é unha triste derrota do pensamento. De feito, unha severa derrota da palabra ante a extorsión. Só me queda pedir que, postos a boicotear a Israel, o boicot sexa máis serio. Por exemplo, que ningún árabe se poña un stent se as súas arterias están obturadas, porque é un invento israelí. Se padecen esquizofrenia, que non usen o método inventado por Israel para a súa detección prematura. Por suposto, as súas mulleres que tiren ao lixo a Epilady, e que non tomen, para a esclerose, a diabete, a hepatite vírica, algúns tipos de cancro, etcétera, os medicamentos que Israel inventou desde que existe. E para ser máis consecuentes, que tiren ao lixo a penicilina, a estreptomicina, a vacina da poliomielitis, o medicamento contra a epilepsia..., porque son inventos xudeus. E que todos eles, os que non queren falar con Amos Oz, se curen cos medicamentos que inventaron en Iemen, en Irán...

La Vanguardia - 19.03.08

quarta-feira, março 19, 2008

ENTRAR EN EL PARAÍSO


www.Tu.tv


Prisión de Shikma, preto de Tel Aviv. Moitos dos seus internos son criminais que cumpren cadea perpetua condenados por terrorismo, con todo, na súa casa, son considerados como mártires. A maioría pertencen á Jihad Islámica. Todos se consideran soldados dunha guerra santa. Entre os detidos está Besharat. O documental "Entrar no paraíso" conta a súa historia mostrando o interrogatorio ao que foi sometido polas autoridades israelís e a reconstrución do atentado suicida errado. Na gravación asegura que o seu mellor amigo, o irmán de Walid, pediulle que se fixese membro do grupo terrorista islamopalestino Yihad Islámica e el accedeu. O dous de agosto de 2001, subiu a un autobús onde pensaba inmolarse cunha bomba. O condutor, Munashe Nuriel converteuse nun heroe en Israel ao salvar a vida de 54 persoas: a súa, a dos pasaxeiros e a do frustrado asasino de 16 anos Mohammed Besharat.

Vía HERUT

terça-feira, março 18, 2008

QUE PASARÍA SE ISRAEL NON EXISTIRA?

Por Enrique Arias Vega
Artigo publicado no xornal gratuíto Metro (17/03/08)

Por fortuna, comenza a remitir esa epidemia de novelas retrospectivas, que reconstrúen unha historia dubidosa, chea de referencias esotéricas e inverosímiles. Resultou entretida mentres durou, iso si, sempre que non a tomáramos moi en serio. Agora emerxe outro tipo de narrativa, máis ben ciencia ficción, da que é un bó exemplo "Materia Escura", de J.J. Gómez Cadenas, científico español que exerce coma tal, coma lle ocurriu ao precusor do xénero, Isaac Asimov. Dígoo porque o presente artigo está a cabalo entre a historia que non sucedeu e o futurible predecible que podería acontecer.
Que acontecería se Israel non existira?
Para comenzar, desaparecería o único país democrático da zona, con liberdade de partidos, prensa sen mordazas e oposición política que poida manifestarse coma tal. Claro que tampouco morrerían civís palestinos a mans de soldados israelíes, por suposto, pero probablemente a súa sorte non sería mellor que a actual, na que tamén hai árabes asentados en Israel, e ben asentados, dende millonarios a ministros do Goberno. Os países de Oriente Medio, faltos da coartada de Israel, seguirían marxinando aos palestinos e ata poderían mantelos en campos de refuxiados. Iso si: Exipto quizáis se anexionase Gaza, e Xordania faría o propio coa outra beira do río Xordán. Sen a disuasión que hoxe exerce o estado israelí, os países árabes probablemente guerrearían todos contra todos, os extremistas apoderaríanse de Arxelia e Marrocos, o islamismo desestabilizaría o Golfo Pérsico e ata poderían desaparecer os poucos Estados laicos, coma Túnez. Todo isto é unha hipótese case literaria, por suposto. Pero plausible. No seu día realicei un exercicio parecido coa presunta desaparición dos Estados Unidos e, debido ao proamericanismo que se me achacou, logrei que moitos leitores me puxeran a pingar. Imaxino que o mesmo volverá a acontecer agora. Pero qué lle vou a facer, se o conto tal e coma o vexo.

quinta-feira, março 13, 2008

MULLER



Por Pilar Rahola

Non falarei de nós. Nun día coma hoxe, as estatísticas recordarán a porcentaxe de mulleres que non cobran igual que os homes polo mesmo traballo. Ou as dificultades de ser muller, triunfar profesionalmente e non morrer no intento. Ou a tolemia de conciliar a vida laboral e a sobrecarga do traballo doméstico. E nas zonas máis escuras da información, aparecerá a tráxica marca de mulleres asasinadas a mans das súas parellas. Sensibles ao 8 de marzo, recordarase ás 146 mulleres calcinadas en Nova York, cando mantiñan un peche na fábrica téxtil Cotton, na que protestaban polas terribles condicións de traballo que sufrían. E quizais alguén falará de Lisístrata, a primeira feminista recoñecida como tal, cando na antiga Grecia organizou unha folga sexual das mulleres contra os homes para parar unha guerra. O día está sobrecargado de homenaxes, informacións sensibles, debates que intentan entender a dificultade de cambiar o paradigma social do dominio. E todo será bo, porque nada é suficiente cando se loita contra o prexuízo, a discriminación e falta de oportunidades. Pero eu non falarei de nós. Sei que tería motivos para elevar o queixume, a queixa e, ¡ai!, a indignación. Sei que fica moito por facer no longo camiño cara a unha sociedade máis paritaria e, polo tanto, máis xusta. Sei que hai mulleres que sofren, porque non chegan, non respiran, non poden. Pero coa sensibilidade erizándome a pel, a pesar de todo, non falarei de nós. Seino, nós cambiamos as leis, trastornamos en poucos anos a sociedade patriarcal de centenares de séculos, saímos á rúa e estamos empezando a conquistala. Con dificultades, pero aí estamos. E tamén están eles, os nosos colegas da vida, os nosos cómplices, os nosos homes. Algúns, aínda ancorados nas rémoras do dominio antigo. Outros, co desconcerto ao lombo, amando a mulleres libres, quizais sen entendelas. E moitos outros, aprendendo a compartir a liberdade e os seus moitos deberes. Pero non falarei de nós. Porque nós estamos en pé, e o futuro esconde soños. Delas quero falar. Das outras. As que non viven en sociedades libres, non saben o que é ter leis que as protexan, non coñecen a deuses que as tutean nin saben que o amor pode ser de igual a igual. A elas, que nacen escravas ate antes de respirar e morren escravas ate antes de vivir. A elas, as que naceron nas terras onde o islam ensina a súa peor cara, mulleres que non poden ser poetas, mestras, médicas nin avogadas, nin conducir os seus propios coches, amar a quen desexan nin escaparse a outros mundos, sei o seu mundo que as afoga. A elas, que non teñen outras leis que as leis que as converten en propiedade dos seus homes. Esas mulleres que nunca saberán que a vida pode escribirse en feminino e, sobre todo, en singular. A elas, abandonadas de todos, vítimas dun sufrimento que non interesa a ninguén, invisibles no seu desalento, soas na súa escravitude. Se algún sentido ten aínda levantar vellas bandeiras, é por elas, que non contan en estatística algunha nin son obxecto dunha resolución condenatoria da bonita ONU. As mulleres sen cara, sen mans, sen pernas, as mulleres de negro dese islam tortuoso que non ten alma. Para elas, o día, a loita, o recordo. E tamén para elas, os millóns de mulleres que sufriron mutilación xenital. A maioría, nenas mutiladas antes da puberdade, algunhas tan pequenas que aínda non saben falar, pero xa saben berrar cando a coitela curta a súa intimidade. Millóns nos desertos de Somalia, nos pobos rurais de Exipto, na pequena Ghana e na gran Gambia. Algunhas delas, mutiladas nos barrios onde as cidades europeas perden o seu nome. Mulleres que non saberán nunca o que é o desexo sexual, que sufrirán dores terribles nos partos, que, quizais, morrerán desangradas. E con elas e por elas, a todas as nenas que son vendidas con cinco, con seis anos, para encher de carne infantil os bordeis do mundo. Por todas elas, alzo hoxe a voz, o queixume e a rabia. Porque hoxe é o seu día, aínda que ninguén o diga. Aínda que ninguén o saiba.

www.pilarrahola.com

quarta-feira, março 12, 2008

"ENTRAR EN EL PARAÍSO" EN DOCUMENTOS TV

"Entrar en el paraíso" en Documentos TV (VER AQUÍ)

AMOS OZ: A ESQUERDA PODE VOLVER AO PODER NAS PRÓXIMAS ELECCIÓNS


Amos Oz: A esquerda pode volver ao poder nas próximas eleccións
Mazal Mualem - Haaretz

A esquerda israelí ten a oportunidade de gañar as próximas eleccións xerais, dixo o escritor israelí Amos Oz aos concorrente ao mitin en favor de Haim Oron, que se presenta como candidato para a presidencia do partido Meretz. Oz manifestou que o maior desafío que enfronta a esquerda é convencer á xente que hai unha vinculación directa entre a ocupación e a pobreza en Israel. "A pobreza está crecendo no país. Temos un país empobrecido indo de Gadera ao sur e de Hadera ao norte. O noso verdadeiro inimigo non é a dereita, é o cansazo e a desesperación, a sensación de que non hai nada que poidamos facer", manifestou Oz. Oz agregou que "cada vez máis israelís están hastiados coa dereita, os asentamentos, e chegaron á conclusión que xa é suficiente". Respecto dos palestinos, Oz aseverou que na actualidade hai dúas entidades palestinas en formación, unha na Marxe Occidental e outra en Gaza, e que Israel debe chegar a un acordo de paz con ambas. O laureado co Premio Israel, tamén dirixiu unha dura crítica ao Ministro de Defensa e presidente do Parido Laborista, Ehud Barak, de quen dixo que "abandonou a ilusión da paz". Oz agregou que Barak está completamente despreocupado cos problemas sociais en Israel e cualificou ao partido Laborista como "unha entidade política colapsada".

Publicado no xornal Haaretz (9/3/2008)

terça-feira, março 11, 2008

SALVAR A ANNAPOLIS


Por Shlomo Ben-Ami

As conversacións de paz israelo-palestinas, abertas con discursos exemplares e boas intencións hai tres meses en Annápolis, non carecen de ideas. Logo de anos de intentos fracasados por chegar a un acordo, e con ducias de plans de paz, réstalle moi pouco lugar á creatividade e orixinalidade, tratando de dar vida a un acordo. O problema está noutro lugar. Nace dun deficiente liderado e do desmoronamiento do sistema político palestino. A traxedia do conflito é que o único home, Yasser Arafat, cuxa sinayura no acordo baseado na solución de dous estados, podería ser lexítima para o seu pobo, levou irresponsablemente esa lexitimidade á tumba. En reiteradas ocasións ao longo da historia, movementos nacionais, donos dun sector moderado e dun sector extremista deberon dividirse a fin de chegar á terra prometida. O sionismo é un exemplo relevante: Se a organización Etze, nacionalista extremista baixo o liderado de Menajem Beguin, estivese na coalición co Mapai pragmatista de Ben Gurión en 1947, os sionistas rexeitarían a partición de Palestina e non terian podido declarar o establecemento do Estado Xudeu en 1948. Xunto con iso, non debemos venerar esta concepción como xenuína verdade. No caso palestino, coa ausencia dun liderado do tipo que Arafat podería sustentar, non hai posibilidade que o sector radical, Hamás, desapareza do proceso que leva á independencia. Non ten parangón co caso israelí, o sector radical en palestina reflexa a maioría democrática, como se puxo de manifesto nos comicios hai dous anos. Esta é unha fantasía e unha ilusión propia supor que os arquitectos da industria da paz palestina, eran socios no proceso Oslo decepcionante, só que arrastraron ganancias financeiras astronómicas, mentres que a masa palestina afundíase na indixencia e o pauperismo, devanditos gobernantes poderían gozar da lexitimidade necesaria para conducir a un proceso de paz. Un proceso que esixirá unha transacción histórica dolorosa en temas tan centrais no etos nacional palestino, como ser o tema dos refuxiados, Xerusalén e os territorios. Conquistar ou non a Franxa de Gaza? Este é o dilema Hamletista que domina o coloquio israelí nestes días. Prisioneira nun estancamento racional que non permite unha solución fora do contexto militar, cuxa meta irreal, orixinar un desmoronamiento do réxime do Hamás, o sistema israelí négase a comprender, que os ataques do Hamás non están destinados a arrastrar a Israel a unha nova conquista. Son un intento por establecer un novo elemento de advertencia que lle impoña a Israel aceptar un cesamento do fogo. A ocupación na Franxa de Gaza, non necesariamente levará á culminación dos ataques con proxectís sobre Israel. Hamás tópase nun proceso de Hizballización. As súas unidades xa non son células terroristas simples senón, unidades militares adestradas e ben equipadas, e os seus proxectís, exactamente como no sur do Líbano, son disparados desde minas subterráneas. Israel, necesita por iso, cambiar a súa meta estratéxica en Gaza de derrocar ao Hamás, pola de salvar o proceso Annápolis. Isto esixe non só un armisticio con Hamás, senón o regreso a un goberno de unidade palestino, que poida brindar ao proceso de paz a lexitimidade carente hoxe en día. Sen revivificar o acordo, Hamás non poderá asegurar o seu dominio en Gaza e Ashaf non poderá materializar o proceso de paz. A concepción tan prezada polos arquitectos do proceso Annápolis, baseándose en que a paz se logrará só despois que se coloque unha cuña entre moderados e os extremistas, no caso dos palestinos está errado. Unha unidade nacional non será un impedimento ao acordo, pola sinxela razón de que os moderados que actualmente levan a cabo negociacións con Israel, competirán de todos os xeitos por un acordo ao que os extremistas non poderán acusalo de traizoeira capitulación. Xa que logo, a diferenza entre as posturas palestinas nas actuais conversacións, daquelas que xurdirán cando se estableza un goberno de unidade, pode ser moi nimia.
Artigo publicado no xornal Yediot Aharonot

CATÓLICOS, XUDEUS E CIDADÁNS



Por Julio María Sanguinetti

"Recemos polos xudeus. Que Deus O noso Señor ilumine os seus corazóns para que recoñezan a Xesucristo, Salvador de todos os homes. Deus, omnipotente e eterno, ti que queres que todos os homes sálvense e cheguen ao coñecemento da verdade, concede, propicio, que, entrando a plenitude dos pobos na túa Igrexa, todo Israel sexa salvado".
Esta pregaria foi adoptada por decisión de Benedito XVI o pasado 5 de febreiro, para ser formulada na celebración litúrxica do Triduo Pascual -o Venres Santo- e así comunicada a todas as Conferencias Episcopais do mundo, co consecuente balbordo entre as comunidades xudías e aqueles que propiciaron, desde as súas respectivas relixións, o diálogo "xudeo-cristián" aberto após o Vaticano II. O tema desborda o debate relixioso. Máis aló dese benvido diálogo, o que pon en cuestión a pregaria é o principio de tolerancia que preside a vida institucional e social dos Estados democráticos modernos. Que unha comunidade relixiosa pretenda difundir a súa fe, é o lóxico, vai de seu. Que rece para que todos os que non a profesan, atopen a súa verdade, está na lóxica da actividade de calquera activista dunha crenza. Pero cando unha igrexa constituída singulariza a súa prédica nos fieis doutra relixión específica e reclama que se faga o necesario para "salvalos" estamos entrando xa no camiño da intolerancia. Con que dereito, especificamente, senta no banco dos acusados de vivir no erro aos membros doutra comunidade que exerce o mesmo dereito que ela a crer no seu Deus? Non podemos ignorar que facelo cos xudeus e con "Israel todo", que debería ser salvado, é retornar ao aire daqueles tempos en que desde os púlpitos católicos se lles condenaba por "deicidio", como "asasinos de Xesucristo". Ben se sabe que esa doutrina foi un elemento sustantivo para que os nazis puidesen desenvolver o seu prédica antisemita e desatar o Holocausto, a maior traxedia da nosa civilización. Onde estaba Deus? preguntouse o actual Papa cando visitou o campo de concentración de Auschwitz, e moitos, con incuestionábel lóxica, preguntáronlle onde estaba entón a Igrexa católica, silenciosa en momentos en que ocorría unha traxedia da que tiña cabal noticia. Por certo, a nova oración non contén as frases difamatorias de outrora: xa non se fala de "os pérfidos xudeus", expresión borrada por Xoán XXIII. Con todo, inscríbese nunha dirección fundamentalista de perigosa actitude discriminatoria. Ninguén pode ignorar que o pobo xudeu foi dos máis perseguidos da historia e, como logrou sobrevivir -a diferenza doutros tantos que sucumbiron,- continúa no centro de vastos escenarios de prexuízo. O fundamentalismo islámico, e ate xefes de Estado como Ahmadineyad, propón destruír o Estado de Israel e a nación xudía e fano a berros. Tampouco é un misterio recoñecer que o prexuízo antisemita vai máis aló, está aínda vixente no mundo e que a política de Israel, polémica como todas as políticas, ambienta reaccións prexuiciosas. Nese cadro, cando a Igrexa católica, tan parsimoniosa sempre, sae a intentar a salvación dos xudeus e de Israel todo, propóndose sacalos do mundo do erro en que viven, é obvio que está reinstalando na picota a ese perseguido pobo e dalgún xeito volvendo condenalo. Por que non se fai o mesmo cos musulmáns ou connosco os agnósticos liberais, que hoxe poderiamos debater o tema ao amparo das garantías que a nosa filosofía logrou arrincar aos absolutismos? Algúns voceiros eclesiásticos alegan que a pregaria aliviouse de adxectivos acusatorios e que, ademais, non se lerá necesariamente en todas as igrexas, porque ela inscríbese na rehabilitación do vello misal, que non é de emprego obrigatorio. Pero non cabe agradecer á Igrexa que se corrixiu ela mesma, limando vellas aberracións inquisitoriais, do mesmo xeito que non fai á cousa a porcentaxe de templos en que se lea a pregaria. O que preocupa é a pregaria en si mesma, como expresión dun retroceso cívico moi serio. E insistimos na palabra cívica, porque é un tema de cidadanía. A persecución racial, a intolerancia relixiosa, a difamación histórica son males endémicos que aínda debemos combater. Non é razoábel, polo mesmo, que unha Igrexa vaticana que viña evoluíndo cara ao diálogo e a convivencia, dea este paso atrás. Grande ou pequeno non interesa. A cuestión é que a mentalidade que está na raíz desa decisión non se compadece cos esforzos dos últimos Papas e volve sementar unha semente de intolerancia que non deberiamos observar con indiferenza.
Tirado do xornal El País (11.03.08)

sexta-feira, março 07, 2008

ATENTADO TERRORISTA EN XERUSALEN

MUSULMÁNS SOVIÉTICOS COMBATERON CONTRA O NAZISMO


Miles de Musulmáns soviéticos combateron o nazismo na Segunda Guerra Mundial. Moitos pobos musulmáns da Rusia soviética loitaron contra o invasor nazi durante a Segunda Guerra Mundial no Exército Vermello.
Crónicas históricas destas fazañas.

A comezos de maio, en todas as mesquitas de Rusia dedícanse solemnes prédicas ao 60 aniversario da vitoria sobre o nazismo. «Todos nós conmemoramos aos nosos seres queridos que pelexaban nas frontes da Gran Guerra Patria ou traballaban na retagarda», di Radik Amirov, xefe da oficina de prensa da Dirección dos Musulmáns da Parte Europea de Rusia. Musulmáns soviéticos salvaban durante a guerra aos seus compatriotas xudeus e xitanos, os que, segundo as ordes nazis tiñan que ser exterminados. «Ao caer prisioneiros xunto cuns xudeus e xitanos, os oficiais musulmáns facíanos pasar polos "seus": tártaros, acerbaixanos, chechenos, etc. Tamén nas zonas ocupadas salvaban aos xudeus. Nun poboado bielorruso, unha tártara escondeu a dous xudeus que fuxiran dos alemáns. Ela non os entregou nin cando os nazis entraron na súa casa, e ao irse estes, indicoulles un camiño seguro entre a ciénaga, para que eles puidesen chegar alá onde se topaban unidades soviéticas", refire Radik Amirov. "Tales historias únennos a todos nas épocas difíciles para o país», di el. É imposible saber hoxe día cantos musulmáns en total pelexaron na fronte. Ninguén se dedicaba a reunir tales datos estatísticos. Eran centenares de miles. Só en Rusia viven preto de 40 etnias que profesan o islamismo. Hai que engadir a iso aos musulmáns das ex repúblicas soviéticas. E cando hoxe día os pobos intentan calcular aos seus heroes, non resulta fácil reunir os datos. A única institución que sería capaz de facelo son as Direccións Relixiosas dos Musulmáns. Pero estas din: Non queremos dedicarnos á repartición da vitoria, esta foi unha para todos os pobos da Unión Soviética. E teñen razón ao afirmalo. Pero a pesar diso convén aducir certos datos. Só pola liberación de Bielorrusia, foi concedido o alto título de Heroe da Unión Soviética a uns 130 musulmáns, entre os que tamén houbo tártaros. En total, durante a guerra recibírono uns 170 tártaros, ocupando o cuarto lugar, logo dos rusos, os ucranios e os bielorrusos. Sucedeu que unha parte considerable do territorio soviético onde por tradición viven os musulmáns non foi ocupado. Precisamente alá evacuábase a xente de todo o país, alí foron concentradas as máis importantes empresas industriais que fabricaban armas para a fronte, alí colleitábase a colleita. Nas fábricas e o campo traballan fundamentalmente mulleres. Na fronte tamén había mulleres musulmás, moitas eran médicas ou enfermeiras, sacaban a feridos da liña dianteira baixo choiva do fogo. Algunhas combatían á beira dos homes. A inguche Lala Ujahova foise á guerra como unha voluntaria. Durante catro anos serviu de apuntadora e máis tarde de comandante dunha peza de artillería. A tártara Marguba Sirtlanova realizou máis de 780 voos de combate nun bombardeiro nocturno.

quinta-feira, março 06, 2008

BLASFEMIAS

Perwiz Kambakhsh foi levado a un dos centros de detención de Mazar-e Sharif (Afganistán), como o que podes ver na fofografía. O delicto deste mozo de 23 anos foi distribuir na Universidade de Kabul uns artigos tirados de internet que analizaban o papel da muller no islam. Ese é o único motivo polo cal foi condenado a morte. Ainda que en Afganistán a liberdade de expresión está formalmente recoñecida pola Constitución, foi declarado culpábel en virtude das "leis sobre a blasfemia". Desde Amnistía Internacional comezaron unha campaña mundial de axuda a Perwiz. Asina esta carta. Todos nós somos a súa derradeira esperanza.

terça-feira, março 04, 2008

E O MUNDO CALABA...


Por Julián Schvindlerman

A retórica anti-israelí do réxime dos aiatolás xa era extrema, pero desde o asasinato do seu paladín-terrorista Imad Mughniyeh non fixo senón empeorar. Así, o xefe da Garda Revolucionaria, Muhamad Alí Safari, afirmou que "o tumor canceríxeno Israel desaparecerá pronto" por obra e graza da "radiación dos loitadores de Hezbola" (nótese a alusión ao nuclear). Mahmud Ahmadinejad cualificou ao Estado hebreo de "sucio microbio" e de "animal salvaxe", mentres que o presidente do Parlamento iraniano, Gholan Reza Haddad, proclamou que o futuro da "entidade sionista" será "peor que o seu presente". Pola súa banda, o xefe das Forzas Armadas, xeneral Hassán Firuzabadi, chamou á "destrución completa do réxime sionista" e á "liberación de toda a terra de Palestina". Así mesmo, o líder de Hezbolá, Hassán Nasrala, advertiu de que "o sangue de Mughniyeh anuncia o fin de Israel", e os seus irmáns en armas de Hamás instaron ao mundo musulmán a "levantarse" para "facer fronte ao demo sionista". En canto ao xefe de Al Qaeda en Iraq, Abú Omar el Bagdadi, ofreceu o territorio iraquí como "plataforma de lanzamento" para a toma de Xerusalén. Polo momento, Teherán optou por responder ao asasinato do seu máximo xefe terrorista cunha retórica feroz, non coa violencia física. Polo momento, claro. Non debe haber lugar para a indulxencia: a linguaxe que manexan os terroristas é o do terror, e Nasrala proclamou a "guerra aberta" contra Israel. Coma se non estivese niso desde hai tanto tempo. Coma se xamais disparase foguetes Katyusha contra o norte do Estado xudeu, secuestrado soldados das IDF, atacado obxectivos xudeus e israelís na República Arxentina... Sexa como for, as prioridades da dirección de Hezbolá fican claras. Para empezar, necesita reforzar o ánimo dos seus loitadores tras a perda do seu querido Mughniyeh, de aí as grandes doses de fervor anti-israelí, as promesas de vinganzas redentoras e vitorias apocalípticas. Logo, Inshalá, asestarán o golpe fulminante. Poida que a morte de Mughniyeh non sexa cousa de Israel, senón do propio submundo terrorista, ou ate que Siria estivese implicada, como suxeriu o director da Intelixencia Nacional norteamericana, Mike McConell. Pouco importa todo isto: o que importa é que brindou a Irán e a Hezbolá a escusa perfecta, o motivo ideal, para dar renda solta aos plans nefastos que teñen reservados para Israel e os xudeus desde hai tempo. Cal testemuña involuntaria na escena do crime, o mundo enteiro, salvo Estados Unidos, elixe mirar para outro lado. Desde Beirut, Teherán, Gaza e Bagdad, os fundamentalistas chaman ao asasinato en masa de israelís, e o mundo permanece calado. Xerusalén pediu ao Consello de Seguridade de Nacións Unidas que condene a Irán por incitar pública e abertamente á comisión dun xenocidio, algo que viola a Convención para a Prevención e o Castigo do Crime de Xenocidio, da que máis de 130 nacións son signatarias, entre as que se conta, traxicómicamente, a propia Irán. A denuncia do réxime iraniano non só é un imperativo moral, senón unha obriga legal, dado que os asinantes da Convención teñen "non só o dereito, senón a responsabilidade, de aplicala, particularmente no referido á prevención do xenocidio", segundo explicou Irwin Colter, profesor universitario e ex ministro de Xustiza do Canadá. Farano?, preguntábase recentemente o Jerusalem Post nun editorial. Alzarán as súas voces as nacións do mundo libre, agora que acaba de celebrarse o Día Internacional para a Lembranza do Holocausto, contra unha entidade que ameaza aos xudeus cun segundo Holocausto? Tan baixo caeu a dignidade humana que o Estado xudeu debe pedir formalmente á ONU que emita unha protesta elemental? Velaiquí a soidade de Israel, e a dupla rapadoira da sociedade internacional. Segundo datos tomados da prensa israelí, a compañía francesa Total, a norueguesa Statoil e a chinesa Petro China levan anos investindo nos sectores petroleiro e gasístico iranianos. A multinacional alemá Siemens posúe operacións en Irán por valor de máis de 500 millóns de dólares, e por 300 millóns a francesa Alcatel (aínda que este monto inclúe tamén actuacións en Libia e Sudán). A austriaca Steyr-Mannlicher vendeu rifles a Teherán en 2006. En xaneiro de 2007, a holandesa Shell uniuse á española Repsol para desenvolver áreas petrolíferas en Irán por un valor de 10.000 millóns de euros. En abril do mesmo ano, Irán e a compañía austriaca OMV asinaron un acordo comercial valorado en 22.000 millóns. Durante os primeiros dez meses de 2007, Alemaña exportou á terra dos aiatolás por valor de 3.500 millóns. O 40% do comercio exterior iraniano ten a Europa por destinatario... Teño na miña biblioteca un exemplar do libro "E o mundo calaba", de Eliézer Wiesel. Escrito en yiddish, ten 253 páxinas, está impreso en Buenos Aires (pola Unión Central Israelita Polaca) en 1956. Escribín esta columna con este ensaio conmovedor e inesquecíbel ao meu carón, e ao orientar a miña atención unha vez máis cara a Europa, comprobo con pesar como foi posíbel que o mundo permanecese calado perante o asasinato en masa dos xudeus daquel continente.

Julián Schvindlerman, analista político e autor de TIERRAS POR PAZ, TIERRAS POR GUERRA.

AS COMPLEXAS RAÍCES DA ESCALADA DE VIOLENCIA ENTRE ISRAEL E PALESTINA







Por Jana Beris


O ERRO DE SHARON E A LECTURA PALESTINA

Pagando un alto prezo interno, o Goberno do primeiro ministro Ariel Sharon aprobou retirarse da Franxa de Gaza. Os grupos radicais interpretaron todo ao seu xeito, cunha lóxica totalmente diferente da que motivaba a Israel. No marco do seu plan de desconexión, todos os asentamentos foron desmantelados e a súa poboación, dunhas 8.500 persoas, evacuadas o 27 de agosto do 2005. Pouco despois, o 12 de setembro, o exército pechaba o portón fronteirizo de Kisufim e declaraba terminada a ocupación da Franxa de Gaza. Os postos fronteirizos si quedaban sob responsabilidade de Israel. A retirada non se facía no medio dun clima de paz e entendemento, senón nunha época de conflito e, polo tanto, as fronteiras abertas, polas que nos mellores tempos pasaban preto de 200.000 traballadores palestinos diariamente a Israel (parte deles de Gaza). O significado dos foguetes disparados desde Gaza, non pode medirse unicamente de acordo ás vidas civís cobradas, senón do terror que impón na vida dunha poboación enteira Sharon cometeu o erro de non coordinar a retirada coa Autoridade Nacional Palestina. A pregunta é se iso debía xustificar que a retirada israelí fose o comezo dunha etapa aínda peor que antes, en lugar da apertura dun novo capítulo en Gaza. A resposta parécenos claramente negativa. Pero os palestinos non o interpretaron como unha nova oportunidade, senón como un sinal israelí de debilidade. Botámolos nós coa resistencia, díxo Mahmud al-Zahar na súa casa en Gaza, en xullo do 2005, pouco antes da retirada israelí, usando o termo que para os israelís non é outra cousa que terrorismo. Os grupos radicais interpretaron todo ao seu xeito, cunha lóxica totalmente diferente da que motivaba a Israel. Se Israel sae de Gaza é porque nós empuxámolo cara fóra, imos continuar e iranse así tamén doutros lados, dicíanos un enmascarado de Hamas na zona do Bureij en Gaza, naquela mesma visita ao lugar en xullo de 2005. E a realidade que sucedeu á retirada, confirmou o anuncio.
UNHA NOVA PÁXINA NUNCA ABERTA

Os foguetes que os palestinos comezaran a disparar cara a Israel, especialmente á cidade de Sderot, desde xaneiro do 2001 (chamados Qassam, dado que os primeiros en disparalos foron os batallóns armados de Hamas Izz al-Din al-Qassam), non só que non desapareceron porque Israel se retirou, senón que os disparos intensificáronse. Os terroristas palestinos disparan cara a brancos civís, mentres que Israel ataca a homes armados. A morte de civís palestinos é un erro, non unha intención. A nova páxina que podería ser aberta coa saída de Israel do territorio ocupado, non se abriu. Os invernadoiros deixados por Israel nos outrora asentamentos (comprados de feito polo Banco Mundial para que os palestinos os aproveiten como fonte de manutención) foron destruídos en cuestión de días e en parte dos territorios nos que se achaban antes as colonias israelís, desenvolvéronse campos de adestramento dos grupos radicais. Desde os máis próximos á fronteira con Israel, situáronse postos de lanzamento de foguetes Qassam. O significado dos foguetes disparados desde Gaza, non pode medirse unicamente de acordo ao feito que cobraron ate agora a vida de doce civís. senón do terror que impón constantemente á vida dunha poboación enteira. Son innumerables os casos que a poboación local chama non menos que milagrosos, nos que os foguetes fixeron impacto en casas nese momento baleiras, en xardíns de infantes cando os pequenos recentemente saíran ao patio, no patio cando recentemente entraran e moitas outras situacións similares. Aínda recordando que nun operativo militar israelí contra Hamas poden morrer decenas nun día e inclusive, por erro, civís, hai aquí un desequilibrio básico, a dous niveis.

DESEQUILIBRIO BÁSICO A DOUS NIVEIS

Os terroristas disparan intencionalmente cara a brancos civís, tanto en Sderot como na cidade de Ashkelon mentres que Israel ataca a homes armados, cando decide finalmente non demorar máis e responder aos disparos na súa contra. A morte de civís palestinos é un erro, non unha intención. O operativo militar en curso na Franxa, non é unha vinganza, senón un intento de asestar un golpe a Hamas. Hamas e os outros grupos radicais, lanzan os foguetes desde zonas habitadas, en patios de escola, entradas de casas particulares, para complicar a reacción israelí e garantir un prezo político a pagar por Israel se na resposta morren civís. O venres pola noite, catro nenos mortos en Gaza, estaban xogando ao fútbol preto dunha célula que disparaba Qassam. Cabe preguntar onde estaban os pais deses mozos que non os mantiñan en casa nun día tenso, ou por que os terroristas disparaban desde alí. Cabe supor que ningunha das respostas pode resultar alentadora. A esta problemática existente desde hai xa máis de sete anos especialmente en Sderot e os seus arredores, agregouse nos últimos días tamén a cidade de Ashkelon, con 120.000 habitantes. A responsabilidade das mortes non é só de Israel, senón ante todo de Hamas que non cesou de atacarlle a expensas da súa propia poboación. Xa hai dous anos caeu alí por primeira vez un mísil, e numerosos caeron desde entón sobre o seu parte sur, pero agora, toda a cidade foi colocada en míraa de Hamas. Por mor diso, Israel decidiu que a súa paciencia comeza a esgotarse e escalou o nivel da súa resposta contra brancos de Hamas en Gaza. Con todo o operativo militar en curso na Franxa, non é unha vinganza, senón un intento de asestar a Hamas un golpe que lle impida volver disparar ou polo menos dificúltello seriamente.

DOUS ENFOQUES VITAIS E UNHA MESMA SOLUCIÓN?

As imaxes provenientes desde Gaza, son duras. Especialmente, os informes sobre nenos mortos. Cada un, cabe supor, era un mundo para a súa familia. O extremismo maniféstase non só a expensas do desenvolvemento económico de Gaza, tamén da saúde mental dos seus nenos. Pero a responsabilidade pola súa morte non é só de Israel que disparou ao entrar a Sayaíe e a Jebalia, senón ante todo de Hamas que non cesou de atacarlle a expensas da súa propia poboación, ate que finalmente, obrigoulle a empezar a reaccionar. Israel ataca en Gaza cunha ínfima parte da seu poderío militar, debido a que é consciente de que no medio dos terroristas están os civís e a pesar de saber que probablemente, se bombardease masivamente as zonas desde as que disparan foguetes, si podería detelos. Non o fai, xa que o prezo sería arrasar barrios enteiros. Mentres Hamas usa aos civís, Israel aínda intenta distinguir entre eles e os terroristas, o cal nunha guerra, está claro, non sempre é posible. A alternativa ao operativo en curso non é a paz, senón unha situación peor aínda na que os foguetes de Hamas cheguen aínda máis ao norte. O problema básico de fondo é que dificilmente se pode concibir unha solución mentres haxa diferenzas tan grandes no enfoque de vida. É que Israel decide reaccionar para protexer á súa poboación, tendo a vida como a súa mellor elección. Pero en Hamas, o enfoque é outro. Alcanza co exemplo dun programa televisivo para nenos, para entendelo. Tras o suposto Rato Mickey que nesta canle chamábase Farfur e que mataba a un soldado israelí, chega un coello chamado Assud. Eu terminarei cos xudeus e comereimos, di o coello ante o beneplácito da nena que fai as veces de anfitrioa no programa, e que engade Que Alá así o desexe.

A POBOACIÓN DE GAZA, REFÉN DOS EXTREMISTAS

O extremismo maniféstase, pois, non só a expensas do desenvolvemento económico de Gaza, senón tamén da saúde mental dos seus nenos. As frases sobre heroísmo e loita pola causa nacional palestina, non lograrán ocultar que a poboación de Gaza é refén dos extremistas. Estes prefiren usala na súa loita contra Israel, en lugar de permitirlle a oportunidade de intentar vivir mellor. A gran pregunta é se, seica, Israel ten que soportalo, foguetes polo medio, sen reaccionar. E se, seica, debe permanecer sen facer nada para protexer aos seus civís, por saber que na resposta a Hamas existe o risco de que morran tamén civís ao lado palestino. A alternativa ao operativo en curso, e a outro máis intenso e profundo que non se pode descartar, non é a paz, senón unha situación peor aínda, na que os foguetes de Hamas cheguen máis ao norte aínda e teñan no seu mira á propia Tel Aviv.