“Os tempos converteron en impopular a manifestación aberta do odio aos xudeus. Sendo este o caso, o antisemita busca novas formas e foros onde poder instalar o seu veleno. Agora agóchao tras unha nova máscara. Agora non odia aos xudeus, só é antisionista!!”.
Martir Luther King na súa "Carta a un amigo antisionista" 1967.

sexta-feira, março 27, 2015

O que é o Movemento BDS?


Por Jed Babbin


Ao longo da História, tem sido muito comum que nações oprimam seus povos, privando-os de direitos humanos elementares. A França, sob o terror da revoluçao de 1789, assassinou dezenas de milhares de civis, assim como o fez o Kaiser alemão em sua marcha através da Bélgica em 1914. A Alemanha nazista provocou o Holocausto, o Camboja de Pol Pot também cometeu genocídio e a Rússia de Stalin deixou seu povo passar fome e abateu milhões. A União Soviética foi um modelo de opressão, enviando dezenas de milhares de pessoas não identificadas para o trabalho escravo no arquipélago Gulag descrito por Solzhenitsyn. Em seu tempo, cada uma dessas nações e culturas foi censurada e seus únicos "aliados" foram conquistados militarmente, ideologicamente ou ambos.

Israel não é uma nação sanguessuga ou um patrocinador do terrorismo. Não é governada por déspotas ou ditadores. Seus cidadãos – judeus e árabes não se diferenciam – igualmente se beneficiam da aceitação da nação pela democracia e direitos humanos.
Mas tanto no âmbito de sua fronteiras como para além dela, um movimento de propagandistas e desinformacionistas está trabalhando incansavelmente para mudar a opinião pública mundial, a fim de convencer a todos que Israel é tanto uma nação sanguessuga como são a Coreia do Norte ou o Irã. Eles procuram agir através do chamado "boicote, desinvestimento e sanções" ou "movimento BDS". Este movimento é impulsionado por ativistas palestinos, governos árabes e europeus que se juntaram a eles em seu esforço para retirar Israel da comunidade global.
Os objetivos declarados do movimento são: (1) criar boicotes globais às indústrias e universidades de Israel (supostamente apenas aquelas que fazem negócios nos territórios palestinos "ocupados"); (2) ter nações, bancos e empresas abstendo-se de fazer investimentos em bancos israelenses, nas empresas e na nação como um todo; e (3) obter sanções internacionais contra Israel, sua economia e seu povo.
Nos nove anos desde que começou formalmente, o movimento BDS conseguiu um sucesso surpreendente, encontrando simpatizantes e apoiadores em todo o mundo, mas principalmente na Europa e na América do Norte. Na maior parte desse tempo, os israelenses e seu governo pareceram incapazes de encontrar sua voz em oposição a tudo isso. Agora, contudo, o movimento BDS é finalmente reconhecido pelo que é: uma estratégica ameaça a Israel.
Ainda assim, os israelenses não realizaram um estudo aprofundado sobre o movimento BDS, seus antecedentes, suas posições e sua estratégia. Porque os argumentos do movimento BDS são em maoiria deixados sem resposta e as pessoas que estão desinformadas sobre os fatos e a história que está por detrás do risco do conflito entre israelenses e palestinos, estas podem chegar a uma conclusão errada com base em invenções dos fatos. Este livro destina-se a ajudar a passar os fatos a limpo.
O objetivo do movimento BDS é exilar Israel em um gueto político reservados para os piores países do mundo. Israel se destacou precisamente porque não ganhou seu caminho para o pequeno clube povoado por Cuba, Síria, Irã e Coreia do Norte. Já que os inimigos mais fortes de Israel são os prórpios déspotas do Oriente Médio, eles têm que convencer às outras nações e pessoas que Israel é tão má e perigosa como eles são. Embora Israel não tenha ganhado o status de sanguessuga, o Movimento BDS está tentando fazer isto com eles. Os partidários do movimento querem produzir falsidades e meias-verdades suficientes a fim de convencer as pessoas de que Israel é um sanguessuga, independentemente dos fatos.
Embora apresentado sob a forma de uma campanha humanitária, o movimento BDS é, na verdade, nada mais nada menos do que um ataque ideológico sobre a existência de Israel como uma nação judaica. É um ataque assimétrico a uma nação que parece despreparada ou relutante em se envolver com seus inimigos dessa forma. E, por essa razão, é uma grande ameaça que Israel terá que enfrentar.

quinta-feira, março 26, 2015

Verdades sobre Israel


Por Jeb Babbin


Para justificar sua campanha de boicotes, desinvestimentos e sanções, os palestinos e seus aliados apresentaram um grande número de falsas acusações contra Israel. As acusações eram tão absurdas e exageradas, que seriam risíveis, se elas não tivessem se popularizado de maneira global, na última década.
Aqui estão alguns exemplos,  todos retirados do livro "Boicote, Desinvestimento e Sanções", escrito pelo principal escritor e porta-voz do movimento BDS, o ativista palestino Omar Barghouti:
  • Israel é "fascista e racista";
  • Israel é um "Estado de Apartheid";
  • Israel irá cometer genocídio contra os palestinos, a não ser que impedido pelo BDS;
  • Israel vem cometendo crimes de guerra contra os palestinos em Gaza desde 2007;
  • As leis fundamentalistas judaicas promoveram massacres e genocídios de não-judeus, incluindo crianças.
Em 1975, Yasser Arafat – agindo em nome dos soviéticos –, apoiado pelos Castros de Cuba, as nações do Bloco Soviético e uma coalizão de governos árabes, buscou obter a resolução "O sionismo é racismo", na Assembléia Geral da ONU, para debate e voto, com a ajuda do serviço secreto romeno. Na ocasião do debate sobre a resolução, dia 10 de novembro de 1975, o então embaixador americano da ONU Daniel Patrick Moynihan deu, talvez, o discurso mais memorável de toda sua carreira pública. Moynihan declarou uma das verdades básicas do judaísmo: a de que ele aceita não só aqueles que foram nascido na religião, mas qualquer um independentemente de raça, credo ou origem nacional. Por essa norma, ele disse: "Eu gostaria que entendessem que estou aqui para mostrar meu ponto de vista e apenas ele, que é: o que quer que o Sionismo possa ser, ele não é e não pode ser uma forma de racismo”.
Pela lógica, o Estado de Israel poderia ser, ou poderia se tornar muitas coisas, teoricamente, incluindo muitas coisas indesejáveis, mas ele não pode ser ou se tornar racista a menos que ele deixe de ser sionista.
"Apartheid" – que significa "separação", na língua afrikaaner, da África do Sul – foi a política legal daquela nação entre 1948-1989. Sob o apartheid, a segregação racial foi feita. Setenta por cento das terras eram reservadas para os brancos usarem, os brancos eram privilegiados economicamente (em elegibilidade e contratações de emprego), o casamento interracial foi proibido, a educação dos negros foi controlada. A oposição ao apartheid foi proibida e os líderes da oposição foram pressos.
Os árabes israelenses têm direito a voto em Israel, assim como a resolução de participação da ONU indica. (Isso inclui mulheres árabes.) O direito ao voto era negado aos negros sul-africanos sob o apartheid. (E o direito ao voto das mulheres é negado em vários países islâmicos.) Os árabes israelenses podem concorer as cargos públicos, outro direito negado aos sul-africanos. O parlamento israelense – chamado de Knesset – tem 120 membros. Os árabes vem sendo membros desde a primiera eleição do Knesset, em 1949. Atualmente, doze árabes atuam no parlamento. Uma prática do apharteid era a de controlar e, assim, limitar a educação de negros na África do Sul; não existem tais estatutos em Israel e há muitos estudantes árabes nas melhores universidades de Israel.
O juiz sul-africano Richard Goldstone liderou uma Comissão de Direitos Humanos da ONU para investigar as alegações de crimes de guerra cometidos por israelenses no conflito de Gaza de 2008-2009. Na contracapa do New York Times, em 31 de outubro de 2011, Goldstone escreveu: "Em Israel, não há nenhum apartheid. Nada lá chega perto da adefinição de apartheidsob o Estatuto de Roma de 1998". O incitamento de ódio aos judeus do Barghouti ecoa como a calúnia antissemita czarista russa e seu "Protocolo dos Sábios de Sião".
Apesar da declaração de Mao que diz que uma mentira contata mil vezes se torna verdade, essa mentira permanece mentira não importa quantas vezes Barghouti e os apoiadores do BDS a repitam.

terça-feira, março 24, 2015

Francia resíntese ao acordo entre USA e Irán por cinco razóns, non sendo a menor os seus vencellos cos estados do Golfo





Informe 21.03.15 - DEBKA 

http://www.debka.com/…/France-balks-at-the-US-Iranian-deal-…-–-not-least-with-an-eye-on-its-Gulf-ties

O presidente Barack Obama non logrou debilitar as obxeccións do presidente francés Hollande ao acordo nuclear que está a tomar forma entre os EEUU e A República islámica de Irán, na chamada que fixo o venres 30 de marzo ao Elíseo. Ao secretario de Estado estadounidense John Kerry non lle foi mellor o sábado, cando reuniuse cos ministros de Exteriores de Francia, Gran Bretaña e Alemaña en Londres para unha reunión informativa sobre os avances das conversas destinadas a unificar as posicións dos europeos coa estadounidense.

Alí atopouse, segundo as fontes moi ben informadas de DEBKA, que Francia non estaba soa. Alemaña tamén resistese a certas partes do acordo en cernes.

Os franceses están a esixir cambios en cinco dos puntos principais acordados entre Kerry e o ministro de Asuntos Exteriores iraniano, Javad Zarif, antes de que os iranianos abandonasen as conversas o venres:

Eles insisten en que non se pode permitir que a república islámica de Irán manteña todas as 6.500 centrifugadoras (para o enriquecemento de uranio) concedidas polos estadounidenses. Este número debe reducirse.

Do mesmo xeito, as reservas de uranio enriquecido que permanecerían en mans iranianas, e que foron aceptadas polos EEUU, considéranse demasiado grandes. Francia tamén insiste nun longo período de restricións sobre o traballo nuclear de Irán antes de aliviarse as sancións. Está a presionarse para unha moratoria de 25 anos en lugar dos 15 anos que ofrece o goberno de Obama, e garantías en cada etapa.

O escollo principal, con todo, é a insistencia de Francia de que as sancións da ONU permanezan en vigor ate que Irán explique totalmente as evidencias que se atoparon sobre sospeitas de que estiveron desenvolvendo e traballando no deseño dunha cabeza nuclear. Os iranianos responden que eles nunca poderían satisfacer a condición francesa porque nunca serían capaces de probar que é mentira e refutar así a evidencia de que se está forxando un programa de armas nucleares.

Non hai ningunha posibilidade de conseguir que Teherán admita estar a traballar nunha oxiva nuclear - nin permitirá aos inspectores estadounidenses o acceso a lugares sospeitosos - porque iso desmentiría a solemne afirmación do líder supremo o aiatolá Ali Khamenei de que o programa nuclear de Irán é exclusivamente para fins pacíficos, benefactores e que sempre foi así.

As fontes de DEBKA no Golfo revelan que a dura posición negociadora de Francia no tema nuclear débese en parte aos seus intensos víncellos con Arabia Saudita e outros países do Golfo, entre eles os Emiratos Árabes Unidos. Francia mantén bases militares no Golfo, incluíndo unidades aéreas e terrestres en Arabia Saudita e os Emiratos Árabes Unidos. Os emiratos ademais convertéronse no mercado máis rendible para a industria armamentista francesa. Riad e Abu Dhabi estiveron presionando duramente a París para que non firme o texto perfilado entre a administración Obama e Teherán, porque cren que colocaría á súa seguridade nacional en grave risco.

Isto expón unha pregunta interesante: Por que Washington respecta o dereito de Francia a resistirse á súa política nuclear, pero rexeita as obxeccións do Primeiro Ministro Benjamin Netanyahu en nome da seguridade de Israel?

A resposta é moi simple. É máis fácil pór presión sobre o primeiro ministro israelí que sobre o presidente de Francia ou os gobernantes do Golfo. Obama atacou a actitude de liña dura de Netanyahu como o principal obstáculo no camiño para un acordo nuclear como unha táctica útil para facer fronte á oposición ao acordo que se estende en Europa e no Golfo Pérsico.

Israel e a calumnia do Apartheid

Árabe beduino apoiando ao Likud



Por Richard J. Goldstone
The New York Times - 31 de outubro 2011


A petición da Autoridade Palestina para a plena integración na ONU puxo a esperanza dunha solución de dous Estados baixo unha presión crecente. A necesidade de reconciliación entre israelís e palestinos nunca foi maior. Xa que logo, é importante separar a crítica lexítima de Israel dos ataques que teñen como obxectivo illar, demonizar e deslexitimar ao estado.

Un -particularmente pernicioso- e duradeiro bulo que volve a xurdir é que Israel persegue "apartheid" contra os seus cidadáns árabes-israelies. En Cidade do Cabo a partir do sábado, unha organización non gobernamental con base en Londres chamada Tribunal Russell sobre Palestina levará a cabo unha "audiencia" sobre se Israel é culpable do crime de apartheid. Non é un "tribunal". A "evidencia" vai ser dun só lado e os membros do "xurado" son os críticos dos que o seu punto de vista contra Israel son ben coñecidos.

Mentres que o "apartheid" pode ter un significado máis amplo, o seu uso está destinado a evocar a situación pre-1994 de Sudáfrica. Trátase dunha calumnia inxusta e imprecisa contra Israel, calculada para separar as partes no lugar de avanzar.

Eu sei moi ben a crueldade do sistema de apartheid aberrante de Sudáfrica, en virtude do cal os seres humanos caracterízados como "negros" non tiñan dereito a votar, ocupar un cargo político, o uso "branco" inodoros ou as praias, casar con brancos, viven nos brancos, só podian atravesar áreas ou estar alí con un "pase" especial. Cidadáns negros gravemente feridos en accidentes de tráfico foron deixados desangrar até a morte se non hai unha ambulancia "negra" para levalos a un hospital "negro". Os hospitais "White" tiñan claramente prohibido o ingreso de "negros" ainda que fora urxente para salvar as súas vidas.

Na avaliación da acusación de que Israel segue unha política de apartheid, que son, por definición, sobre todo sobre a raza ou a orixe étnica, é importante primeiro distinguir entre situacións en Israel, onde os árabes son cidadáns de pleno dereito, e no nas áreas de Cisxordania que se manteñen baixo control israelí na ausencia dun acordo de paz.

En Israel non hai apartheid. Nada do que se achega á definición de apartheid en virtude do Estatuto de Roma de 1998: "actos inhumanos, no contexto dun réxime institucionalizado de opresión e dominación sistemáticas dun grupo racial sobre calquera outro grupo ou grupos raciais e labores coa intención de manter ese réxime" é aplicado aos árabes.israelís,  20 por cento da poboación de Israel, con dereito ao voto, teñen partidos políticos e representantes na Knesset e ocupan posicións de recoñecemento, mesmo na Corte Suprema ou no Corpo diplomático. 

Pacientes árabes atópanse xunto a pacientes xudeus en calquera hospital israelí, recibindo un trato idéntico.

Sen dúbida, hai máis separación de feito entre as poboacións xudía e árabe da que os israelís deberan aceptar. Gran parte dela é separación elixida polas propias comunidades. Algúns resultados da discriminación. Pero non é apartheid, que consagra a separación consciente como un ideal. En Israel, a igualdade plena de dereitos son a lei, as aspiracións e o ideal, as desigualdades son derrubadas con éxito ante os tribunais de xustiza.

A situación en Cisxordania é máis complexa. Pero tamén neste caso non hai ningunha intención de manter "un réxime institucionalizado de opresión e dominación sistemáticas dun grupo racial." Esta é unha distinción fundamental, mesmo se Israel actúa opresivamente cara aos palestinos alí. A imposición da separación racial en Sudáfrica pretendia beneficiar de forma permanente a minoría branca, en detrimento de outras razas inferiores. Pola contra, Israel acordou, a existencia de facto dun estado palestino en Gaza e en case todos os da Ribeira Occidental, e falta por suposto negociar os parámetros definitivos dun acordo de paz..

Pero ate que non haxa unha paz de dous Estados, ou polo menos, a condición de que os cidadáns de Israel permanecen baixo a ameaza de ataques desde Cisxordania e Gaza, Israel ven obstáculos e medidas similares ás necesarias para a defensa propia, mesmo cando os palestinos se senten oprimidos. Tal como están as cousas, os ataques dun lado atópanse cos contraataques dos outros. E os conflitos profundos reclamos e contrademandas son só endureceu cando a analogía ofensiva do "apartheid" invócase.

Aqueles que buscan promover o mito de apartheid israelí a miúdo apuntan aos enfrontamentos entre soldados israelís fortemente armados e palestinos que arroxaban pedras en Cisxordania, ou a construción do denominado por eles "muro do apartheid" e o trato desigual nas estradas de Cisxordania. Mentres que as imaxes poden aparecer como convidar a unha comparación superficial, é falso que os utilizan para distorsionar a realidade. A barreira de seguridade construída para deter os ataques terroristas implacables, mentres que causou grandes dificultades nalgúns lugares, o Tribunal Supremo israelí ordenou ao Estado, en moitos casos para desviar para minimizar sufrimento inxustificado. Restricións da estrada obter máis intrusivos despois dos ataques violentos e mellóranse cando a ameaza redúcese.

Por suposto, o pobo palestino ten aspiracións nacionais e de dereitos humanos que todos debemos respectar. Pero aqueles que confunden a situación en Israel e en Cisxordania e compárana con África do Sur fan un fraco favor a todos os que loitan pola xustiza e pola paz.

As relacións entre xudeus e árabes en Israel e Cisxordania non se pode simplificar a unha narrativa da discriminación xudía. Non é a hostilidade e a desconfianza en ambas as partes. Israel, único entre as democracias, estivo nun estado de guerra con moitos dos seus veciños quen se negan a aceptar a súa existencia. Incluso algúns árabes israelís, porque son cidadáns de Israel, ás veces foron obxecto de sospeita doutros árabes, como resultado de que a inimizade de longa data.

O recoñecemento mutuo e a protección da dignidade humana de todas as persoas é indispensable pór fin ao odio e a ira. A acusación de que Israel é un Estado de apartheid é falsa e maliciosa que impida, en lugar de promover a paz e a harmonía.

Richard J. Goldstone, ex maxistrado do Tribunal Constitucional de Sudáfrica, levou ás Nacións Unidas para a misión de investigación sobre o conflito de Gaza de 2008-9.

A terceira yihad

La Tercera Yihad (la nueva cruzada islamista contra occidente) from Hatzad Hasheni on Vimeo.

segunda-feira, março 23, 2015

Apartheid? Que Apartheid?


























Israel, non só épica


Por Gabriel Albiac

Trista escanos para o Likud. 24, laboristas. 11, os laicos. 13, os árabes. Detrás, os outros. Até dez partidos. Gobernarase en coalición. Nada novo. Nunca, na historia de Israel, un partido obtivo maioría absoluta. A lei electoral busca evitalo: o pobo xudeu sabe, por tráxica experiencia, até que punto para a liberdade son preciosas as minorías. 

En calquera país europeo, asentar unha lei electoral sobre a proporcionalidade pura, veríase como insensatez. Europa prima a estabilidade sobre calquera criterio. Un parlamento sen partido hexemónico e enlosetado nun crebacabezas de dez grupos, sería considerado inoperante. E, nunha hipotética conxuntura bélica, suicida.

O máis extraordinario da democracia israelí é que un país que soporta xa 67 anos de guerra en todas as súas fronteiras, e no cal o horizonte dunha relación normal cos países veciños é ciencia ficción, haxa perseverado nese criterio que dá representación a todos: incluídos os partidos árabes (13 escanos), cuxa razón de ser é a destrución do Israel a cuxa lei se acollen. E que impide que ningún partido maior poida impor o seu imperio excluínte sobre os pequenos. En Israel non goberna o partido que máis escanos consegue: porque eses escanos serán sempre poucos para imporse aos demais: Netanyahu obtivo un resultado excelente; pero nin aínda sumando os escanos de Likud e laboristas alcanzaríanse os 61 da maioría absoluta. Goberna o que logra selar suficientes alianzas transitorias. E que non pode, así, caer en tentacións monopólicas sen ser descabalgado.

Nin iso impediu a Israel alzar a forza militar máis operativa do Próximo Oriente, nin trabou a iniciativa dun país cuxa economía está hoxe entre as máis innovadoras do planeta. Tampouco ten erosionado a forte identificación coa súa identidade nacional e a vontade de resistencia fronte ao asedio que caracterizan á cidadanía israelí. Nisto nunca houbo alí incompatibilidade crítica entre esquerda e dereita.

O socialismo de Ben Gurión foi peza primordial do sionismo no Israel nacente de 1948. A súa hexemonía prolongouse até 1977, cando a chegada do Likud de Menahem Begin ao poder, que os apocalípticos europeos quixeron ver como un desastre, acabou por culminar as fráxiles tentativas de paz e por selar un primeiro tratado de fronteiras con Exipto. Entrouse, a partir de aí, nun xogo de convencional alternancia entre laboristas e conservadores, sempre atenuado polo peso deses pequenos partidos, con frecuencia formados e extintos en prazos breves.

A decepción que seguiu ao fracaso da máis forte aposta de paz con Palestina, a do laborista Barak en 2000, está nas orixes do longo tramo de hexemonía conservadora culminada pola vitoria de Netanyahu antonte. Que nada cambia; que abre, de novo, o labirinto de alianzas. Pero en condicións máis sólidas que nunca para o Likud.

Visto de lonxe, a paisaxe israelí pode aparecernos exclusivamente saturado pola guerra. O milagre de Israel é que non sexa así. Non só. A guerra, a defensa nacional para ser precisos, xera unha unanimidade básica, transversal aos partidos: de esquerda ou de dereita todo israelí sabe que será exterminado polos seus veciños árabes se fraquea. Non hai diverxencia niso. Pero as eleccións xóganse tamén sobre cousas máis humildes. E máis próximas. E máis como as de calquera país europeo: prestacións sociais, vivenda, emprego... Non só épica. Política.

domingo, março 22, 2015

A vitoria do medo en Israel


Por Shlomo Ben-Ami

Benyamin Netanyahu é probablemente o Primeiro Ministro máis deficiente da historia de Israel. As súas anteolleiras e defectos quedaron claros con fartura durante os nove anos en que ocupou o poder. Cando se lanzou á súa campaña máis recente para a reelección, nin sequera os seus propios partidarios e electores puideron ocultar a súa indignación ante o seu comportamento egomaníaco e a bochornosa conduta pública da súa esposa.

Á parte das repugnantes características persoais de Netanyahu, durante o seu goberno Israel consolidou a súa posición como un dos países mais desiguais da OCDE. Netanyahu, o dirixente neoliberal máis fanático da historia de Israel, pediu ás clases medias e pobres do país, que se atopan nunha situación de penuria, que o reelixisen cunha executoria de custo da vida elevado, vivenda inasequible e taxa de pobreza do 21 por cento. Con todo, si que o reelixiron.

Tampouco puido Netanyahu atopar experto en seguridade respectable algún que apoiase a súa volta ao poder. Uns 180 xenerais e heroes de guerra, o principal dos cales era Meir Dagan, un dos máis revenciados ex xefes do Mossad, o servizo de intelixencia de Israel, reuníronse para manifestar a súa oposición á reelección dun home ao que cualificaron de ameaza para a seguridade de Israel.

Pero non fai falta ser un símbolo da seguridade para ver como queimou Netanyahu  as pontes de Israel coa comunidade internacional, en particular os Estados Unidos, o aliado e benefactor máis indispensable de Israel. Non só procurou sabotear as negociacións do Presidente Barack Obama co Irán aliñándose cos opoñentes republicanos de Obama, senón que, ademais, dous días antes das eleccións, renegou de súpeto do seu compromiso coa solución de dous Estados, a pedra angular da opinión da comunidade internacional para lograr a paz en Oriente Medio.

En vista de todo iso, por que recompensaron os votantes israelís a Netanyahu cun terceiro mandato de Primeiro Ministro (de feito, coa súa marxe de vitoria máis cómoda desde a súa primeira elección en 1996)? Pura e simplemente, porque a maioría dos israelís están dacordo con Netanyahu nun sentido fundamental: un país pequeno rodeado de inimigos, nunha rexión caótica de Estados errados e crueis participantes non estatais como Hamás, Hezbolláh e agora o Estado Islámico, non pode permitirse o luxo de presentarse ás eleccións con programas relativos a asuntos socioeconómicos, coma se fora un pacífico ducado europeo occidental.

O lastimoso intento dos opoñentes de Netanyahu de dedicar a campaña ao aumento do custo da vida e os altos prezos da vivenda foi derrotado facilmente por esa mensaxe convincente. Á fin e ao cabo, antes de ocuparse do custo da vida, hai que asegurar poder vivir.

Como o seu Primeiro Ministro, eses electores cada vez máis numerosos non confían nos árabes, incluídos os que son compatriotas seus. Os israelís progresistas sentiron escandalizados pola advertencia feita por Netanyahu o día das eleccións no sentido de que "os árabes votan en masa e conducidos aos colexios electorais en autobuses por elementos de esquerda", pero, para os seus electores, emular a política racista da extrema dereita de Europa era unha exhortación lexítima para que fosen votar.

Tampouco se escandalizaron cando Netanyahu renegou do seu compromiso coa creación dun Estado palestino. Segundo eses votantes, os palestinos, tras rexeitar as propostas de paz dos gobernos de esquerdas, así como a proposta de paz máis ampla dos Estados Unidos, os chamados parámetros de Clinton, non están interesados de verdade na paz.

Tamén conveñen con Netanyahu en que a retirada de Gaza por parte de Israel e o posterior ascenso de Hamás alí, demostra que todo o terreo que Israel abandona está destinado a converterse nunha base para o lanzamento de mísiles contra el. Con todo, hai outra razón para a vitoria de Netanyahu. A esquerda non recoñeceu que as eleccións israelís non son un asunto estritamente político, senón que son a expresión dunha Kulturkampf en marcha nunha sociedade étnicamente caleidoscópica. As eleccións israelís son en certos sentidos un asunto tribal; vótase en función de recordos, insultos, sensibilidades relixiosas e agravios grupales.

O predominio político actual da dereita israelí aliméntase cun anhelo xeneralizado das raíces xudías, un medo arraigadísimo aos árabes e unha desconfianza inquebrantable dun "mundo", a chamada comunidade internacional, co que os xudeus levan séculos sen ser aceptados. O anhelo de paz por parte da esquerda está considerado inxenuo, se non un exercicio de demencia política (e, en calquera caso, unha imperdoable traizón á identidade xudía).

Netanyahu fixo de imán para os medos e os complexos dunha ampla diversidade de votantes agraciados, incluídos os inmigrantes rusos, os xudeus ortodoxos, a maioría dos israelís tradicionalistas e os colonos relixiosos. Xa estean motivados por animosidades tribais, un rexeitamento ideolóxico do proceso de paz ou unha separación cultural das minorías selectas progresistas de Israel, todo aquel que sente separado -étnica, cultural ou socialmente- uniuse a Netanyahu para derrotar á esquerda que usurpou a historia xudía e traizoou a Eretz Israel.

Lograr unha solución con dous Estados sería unha tarefa descomunal, aínda cando Israel non votase explicitamente contra ela. De feito, a esperanza de que os opoñentes de Netanyahu lograsen un gran avance estaba fóra de lugar. Á fin e ao cabo, os palestinos nunca aceptaron ningunha das propostas de paz da esquerda ao longo dos anos e a fragmentación actual da política palestina, determinada por unha OLP débil e ineficaz e un Hamás obsesionado cunha irracional e contraproducente opción en prol da guerra- non dá marxe para demasiado optimismo.

Desde logo, non se pode esperar que a esquerda israelí, despois de anos de oposición, descifre o código da laberíntica política de Israel e dirixa o país cara a un acordo de paz con Palestina. Para que os palestinos se salven do triste destino dos kurdos, a maior nación sen Estado do mundo, e para que Israel se libre da súa suicida marcha cara a un Estado con apartheid, as dúas partes necesitan ao mundo para que as salve de si mesmas, pero, seica ten o mundo o desexo e a cordura para facelo?

quarta-feira, março 18, 2015

O partido da marihuana obtivo 8.400 votos entre os soldados de Israel




O voto de soldados e diplomáticos deu ao partido conservador gobernante Likud e a esquerda Meretz un escano máis a cada un con respecto aos resultados difundidos pola Comisión Electoral o mércores, de forma que o primeiro terá 30 e o segundo 5.

O cambio no número de escanos faise a conta no primeiro caso do partido ultra ortodoxo askenazí Xudaísmo Unido da Torá, que baixa de 7 a 6, e da Lista Árabe Unida, que baixa de 14 a 13, segundo o reconto final destas urnas que pasa a esquerda Meretz.

En ambos casos trátase de partidos que non teñen case seguidores nas filas militares porque os mozos destas comunidades non adoitan realizar o servizo militar, polo que o voto acumulativo adoita favorecer sempre ás outras formacións.

O reconto dos votos emitidos dentro do marco militar, é dicir dos soldados que non poden desprazarse até os seus domicilios para exercer este dereito, e dos do persoal que serve en delegacións no estranxeiro, coñecido como de "sobre dobres", terminou. Unha curiosidade deste voto é a de que o partido da "Folla verde" (Ale Yarok), que defende a legalización e difusión terapeutica da marihuana, obtivo 8.400 votos entre os soldados, aínda que seguirá fóra do lexislativo por non superar a barreira de acceso do 3,25%, uns 136.000 votos válidos.

Os "Sobres dobres", en total uns 200.000, tamén inclúen as urnas noutros corpos de seguridade, hospitais, centros penais, e en todo tipo de instalacións sociais pechadas nas que hai cidadáns baixo calquera tipo de protección. A Comisión Electoral elevou a participación nas eleccións ao 72,31 por cento do electorado, máis de catro puntos por enriba da do ano 2013, aínda que por baixo da media histórica de ao redor do 77 %.

En total 4.250.697 israelís -dos case 5,9 millóns convocados ás urnas- exerceron o seu dereito ao voto, aínda que os sufraxios de 43.848 foron votos nulos.

O conservador Likud, con 984.350 votos válidos (ao redor do 23,40 %), impúxose con claridade nunhas eleccións na que por frontes ideolóxicas a dereita nacionalista non saíu moito máis afortaleda, senón sinxelamente reestruturada coa recuperación polo Likud de voto perdido en ocasións anteriores. A coalición Campo Sionista, de centroesquerda, fíxose con 785.699 papeletas, o que representa un 18,68 % do electorado.

O próximo día 25 o presidente da Comisión, o xuíz árabe-israelí Salim Yubrán, ten previsto entregar ao xefe do Estado os resultados oficiais para que os referende.

Este é o resultado final dos comicios:
1.- Likud (dereita conservadora): 30 escanos
2.- Campo Sionista (centro e esquerda socialdemócrata): 24 escanos
3.- Lista Común (minoría árabe): 13 escanos
4.- Yesh Atid (centro): 11 escanos
5.- Kulanu (centro): 10 escanos
6.- Habait Haiehudí (Fogar Xudeu) (relixioso nacionalista): 8 escanos
7.- Xas (ultra ortodoxo sefardí): 7 escanos
8.- Xudaísmo Unido da Torá (ultra ortodoxo askenazí): 6 escanos
9.- Israel Beitenu (dereita nacionalista): 6 escanos
10.- Méretz (esquerda): 5 escanos.

Algúns videos electorais do Partido da Marihuana