Uma Tentativa de Análise Equilibrada do Conflito Israelense-Palestino







Por Errnesto Porto
http://www.velhosamigos.com.br/Reportart/reportart57.html

Ambos acreditam que essa terra lhes pertence. Essa é a Terra Prometida. Ela se estende aproximadamente do Mar Mediterrâneo ao Rio Jordão. Há cerca de 5 milhões de judeus vivendo lá. Os judeus chamam essa terra de Israel. Os árabes chamam essa terra de Palestina. Há cerca de 4,5 milhões de árabes. Que razões tem os judeus para acreditar que essa terra lhes pertence? 
 
HISTÓRIA
Esse foi um reino judeu onde os judeus viveram por muitos séculos. Após as revoltas contra os Romanos, de 70 a 135 DC, a terra, Judéia, recebeu dos romanos o nome de Palestina. 
 
RELIGIÃO
A cada ano, desde a destruição romana, os judeus têm orado para retornar a essa terra. “No próximo ano em Jerusalém” é a frase com que termina cada celebração da Páscoa. Os judeus oram três vezes ao dia, voltados para Jerusalém, que é sua cidade mais sagrada. 
 
PERSEGUIÇÃO
Após séculos de trágicas Cruzadas, Progroms, e por fim o Holocausto, a maior parte dos judeus acredita que apenas estará a salvo de perseguições se existir um Estado Judeu independente. Que razões têm os árabes para acreditar que essa terra lhes pertence?

HISTÓRIA
Os povos árabes habitaram essa terra por séculos. Suas presenças aumentaram significativamente após a conquista muçulmana no século VII. 
 
CULTURA
As vidas e tradições dos habitantes são muito ligadas aos lugares dessa terra, onde muitos tiveram ancestrais por inúmeras gerações. Jerusalém é um centro cultural, social e religioso para a população árabe. 
 
RELIGIÃO
Aqui ficam as Mesquitas de Al-Aqsa e de Omar, o 3º local mais sagrado para os muçulmanos. A tradição diz que o Profeta Maomé ascendeu ao Céu montado em seu lendário cavalo, Al Buraq. O caro leitor fica convidado a escolher um lado, se quiser, e decidir quem, em sua opinião, tem o argumento mais forte. Seja que povo você tenha escolhido, judeu ou árabe, lamentamos informar que sua escolha é irrelevante. Mais importante: nenhum dos lados simplesmente desaparecerá amanhã: nem os 5 milhões de judeus, e nem os 4,5 milhões de árabes. Ambos os povos têm direito a essa terra Ambos os direitos são amplamente reconhecidos pela comunidade das nações. Então, o que se pode fazer a respeito? Há 4 possíveis soluções para o conflito:

1)  Os árabes ficam com toda a terra
2)  Os judeus ficam com toda a terra
3)  Um Estado bi-nacional para judeus e árabes
4)  Dois Estados para Dois Povos

As soluções 1 e 2 envolveriam a eliminação do outro lado pela força. O resultado mais provável dessas soluções seria que ambos os lados iriam lutar entre si até a destruição mútua. Apenas um genocídio e deportação em larga escala poderia trazer tal cenário. A solução 3, o Estado bi-nacional, pode até soar atraente na teoria, mas seria impraticável dado o nível de tensão e ódio entre as partes. Além disso, esse tipo de solução contraria os anseios por autonomia e autodeterminação de cada um dos povos. A única possibilidade de alcançar uma paz duradoura seria através da existência de dois estados independentes: Israel e Palestina, vivendo lado a lado, com fronteiras seguras e mutuamente reconhecidas. Essa foi a idéia do Processo de Oslo e todos sabemos aonde ele chegou. Mas o importante para se ter em mente é que Oslo não falhou por se ter baseado em premissas erradas.

DOIS ESTADOS PARA DOIS POVOS É A ÚNICA CHANCE PARA A PAZ NA REGIÃO. 
 
Mas por que o Processo de Oslo fracassou? Cada lado costuma culpar o outro. Alguns argumentos palestinos: visita de Sharon ao Monte do Templo. Alguns argumentos israelenses: recusa de Arafat às propostas de Barak em Camp David Assentamentos de Israel na Cisjordânia e Gaza. Atentados terroristas palestinos. Incitamento dos Palestinos à violência e ódio pela educação. Bloqueios israelenses e punições coletivas. 
Sinta-se convidado a julgar quais atos você considera mais imorais e injustos, ou quem tem razão aqui. Cada lado faz uma contagem diferente de sangue e culpas. Cada lado costuma escolher diferentes fatos para divulgar ou omitir. De toda maneira, é importante ter em conta que boa parte de ambos os lados perdeu a confiança e a crença no comprometimento do outro com a solução de dois estados, frustrando-se com o processo de Oslo. O que é necessário daqui em diante? 

A PRIMEIRA COISA A SER COMBATIDA É A INTOLERÂNCIA.
 
Existe gente nos dois lados que se recusa a aceitar os direitos humanos e nacionais do outro. Esses grupos precisam ser contestados de dentro. Os palestinos e os israelenses devem dizer NÃO aos seus próprios membros intolerantes e às suas formas violentas de manter o conflito aceso. 
O que é necessário daqui em diante?
Rejeitar as explicações simplistas, os slogans e a propaganda, que põem toda culpa num só lado, tais como as equações: “Islã = Terrorismo” ou “Sionismo = Racismo”.
Algumas pessoas tentam manipular a opinião pública selecionando alguns fatos ou frases e apresentando uma história onde seu lado é sempre inocente, enquanto os erros e crimes pertencem sempre ao outro. É possível contar uma grande mentira ao reunir pequenos fragmentos da verdade.
O que é necessário daqui em diante?
A solução de Dois Estados precisa ser mantida e buscada inequivocamente. Condições como continuidade territorial, segurança, fronteiras reconhecidas e caráter nacional dos dois estados são essenciais para seu sucesso.
 
Pensamentos Finais: Dizer que você é um pacifista não significa nada. Alguém sairia dizendo: “Eu sou contra a paz”? Apoiar realmente a PAZ significa se aproximar do outro e reconhecê-lo como um igual. 


Comentarios

O Partido Laborista (Avoda), ideoloxía de esquerda en Israel, cre nesta mesma posición: entregar parte das terras de Eretz Israel a cambio de paz e o establecemento de dous estados para dous pobos. O actual presidente de Israel, Simón Peres (90), ex-membro do Avoda e agora do Kadima, galardoado co Premio Nobel da Paz en 1994, pensa en parte neste sentido. O goberno do primeiro ministro israelí, Benjamín Netanyahu (63), do Partido Likud, ideoloxía de dereita conservadora, está liberando 109 detidos por ataques terroristas como un xesto de boas intencións, mesmo co a inconformação de moitos xudeus-israelís. En contrapartida, o sur de Israel segue recibindo, case que a diario, ataques do grupo terrorista Hamás lanzados de Gaza. Israel paga un prezo moi alto por paz e a mídia internacional non destaca todo o esforzo que o seu pobo realiza. Cando ocorre calquera reacción israelí, como nesta madrugada do día 14 de agosto, de pronto é titular nos xornais.

Fathi Ahmad Hammad (52), desde abril de 2009, é o actual ministro do Interior e da Seguridade Nacional de Gaza (territorio controlado por Hamas), declarou nunha entrevista á televisión Al Kekma, en 23 de marzo de 2012, falando sobre a escaseza de combustible en Gaza, afirma de xeito categórico que: "a metade dos palestinos son exipcios ea outra metade son sauditas". é máis proba cabal de quen é o invasor do territorio de Israel. PALESTINA NUNCA EXISTIU, É UN MITO!
A entrevista de Hammad foi traducida pola Middle East Media Research Institute - MENRI TV, en abril de 2012.
Fathi Hamad ata chegou a ofrecer US$ 1,4 millóns, o 18 de novembro de 2009, a calquera cidadán árabe de Israel, que conseguise secuestrar un soldado israelí e entregar ao grupo Hamas. Os palestinos, frecuentemente chamados árabes-israelís, son estimulados por Hamas a raptar soldados, pero esta foi a primeira vez que foi ofrecido diñeiro. Orixe: Haaretz, in: Novembro 19, 2009.
Hammad ten unha íntima relación coa organización fundamentalista Irmandade Musulmá en Exipto, o mesmo que fundou o Partido da Liberdade e de Xustiza, que elixiu, en xuño de 2012, o ex presidente Mohamed Morsi (61), deposto en xullo de 2013.

➽ http://zip.net/bvkzQc (legendado en inglés)