
“Os tempos converteron en impopular a manifestación aberta do odio aos xudeus. Sendo este o caso, o antisemita busca novas formas e foros onde poder instalar o seu veleno. Agora agóchao tras unha nova máscara. Agora non odia aos xudeus, só é antisionista!!”.
Martir Luther King na súa "Carta a un amigo antisionista" 1967.
terça-feira, agosto 24, 2010
Yohav Galant, un duro á fronte do exército israelí

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segunda-feira, agosto 23, 2010
Un novo estilo de vida centenario

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Tras dúas décadas perdendo poboación, en dous anos gañaron 2.500 novos habitantes. En Yzrael, durante os anos noventa, todos cobraban o mesmo. "Cobrabamos o mesmo que o xerente xeral da fábrica de Robotim [aspiradoras industriais], que facturaba dez millóns de dólares por ano. En xeral, funcionaba ben e segue funcionando. Pero ampliouse unha enorme cantidade de liberdades e dereitos individuais. Agora, por exemplo, poden ter o seu propio auto". As decisións tomábanse por maioría absoluta de todos os adultos reunidos en asemblea. Hoxe, dos 273 que hai, só uns 60 seguen funcionando segundo aquela idea orixinal. A maioría flexibilizaron a súa planificación colectiva, privatizando algúns servizos que até entón se prestaron de maneira gratuíta, para evitar o colapso financeiro, e permiten soldos diferenciados. Moitos reciben man de obra estranxeira, como o caso dos palestinos que traballaban no kibbutz Yzrael durante os anos noventa, ou os traballadores do sueste asiático chegados durante os últimos anos ao país e que traballaban noutras comunidades. "Foi unha experiencia marabillosa: desde logo, a sociedade máis democrática na que vivimos", lembra Néstor Elfman desde Barcelona, onde chegaron en 1994 para evitar que o seu fillo Martín tivese que incorporarse ao servizo militar en Israel. Os 2.500 novos membros chegados aos kibbutz durante os dous últimos anos supoñen un forte cambio de tendencia cara o medre despois da tendencia á baixa dos últimos 20 anos.
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Trotsky versus trotskistas? A cuestión xudía de Trotsky

Hai setenta anos, o 20 de agosto de 1940, León Trotsky -o archi-herexe do comunismo internacional e o símbolo da pureza revolucionaria bolxevique- foi asasinado na cidade de México polo piolet dun asasino estalinista. Trotsky, un arquitecto da Revolución de Outubro de 1917 e, posteriormente, o creador do Exército Vermello, ao cal levou á vitoria na guerra civil rusa, fora expulsado da Unión Soviética en 1929. Ao longo da década de 1930, continuamente denunciou á estalinista "Torre de Babel" - como el chamaba ao réxime do seu némesis, Joseph Stalin - como unha traizón da revolución. Mentres tanto, na Unión Soviética e noutros lugares, os seus seguidores foron perseguidos sen piedade e purgados. Mesmo hoxe, 20 anos despois do colapso do comunismo soviético na propia Rusia, Trotsky -aínda que xa non sexa suxeito dunha execración sistemática- segue sendo unha figura polémica e maioritariamente pouco querida. En Occidente, o seu legado mantense vivo pola amorfa IV Internacional, un grupo variado de grupos trotskistas cuxo sectarismo, disensións internas, esteriles disputas escolásticas e rivalidades persoais son lendarias.
Os propios soños de Trotsky dunha revolución proletaria internacional e a súa crenza na inminente desaparición do capitalismo mundial non foron, por suposto, moito máis alá. Tampouco as súas profecías da desaparición do modelo organizativo da Estado-nación. Con todo, a pesar da rixidez dogmática e absurda da ideoloxía trotskista, nalgúns países como Gran Bretaña e Francia os seus herdeiros autoproclamados aínda exercen unha certa influencia, por exemplo no seu abrazo incondicional e acrítico da causa palestina. Isto resulta especialmente notable á luz do cambio de opinión do propio Trotsky sobre o sionismo, a asimilación xudía e a cuestión de Palestina durante a década de 1930.
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Pouco antes do seu asasinato, tamén advertiu de que o Libro Branco británico de 1939 "pode transformar a Palestina nunha trampa sanguenta para centos de miles de xudeus". Trotsky conxeturou correctamente que o imperialismo británico había abandonado o seu compromiso cun fogar nacional xudeu e sacrificaría sen vacilar ao sionismo no altar da súa estratexia no Oriente Medio.
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Unha mesquita perto demais
Em 11 de Setembro de 2001, o fanatismo islâmico alcançou o seu auge com os atentados terroristas nos EUA. O "choque de civilizações" manifestava a sua face mais violenta (e mediática). Foi o despoletar da "guerra ao terror". Que continua até hoje e, apesar da boa vontade do presidente americano Barack Obama, não tem perspetivas de terminar tão cedo. Este conflito é visto por alguns setores do mundo islâmico como uma nova Cruzada.
Dentro do próprio Islão, a par da enorme popularidade da figura de Osama bin-Laden, correntes moderadas exigiam uma auto-reflexão do Islamismo. Com o alastrar do terror em larga escala pela mão da Al-Qaeda e de outras organizações terroristas muçulmanas a quase todo o planeta: Madrid, Londres, Bali, Carachi, Istambul, Jerusalém, Beirute, Bombaim, Moscovo, Bagdade, Cabul, a imagem do Islão ficou severamente afetada. Políticos e clérigos muçulmanos tentaram (e tentam) convencer o mundo de que os terroristas são uma minoria no Islão. Estadistas e pensadores ocidentais, muitas vezes aderindo fielmente às regras do politicamente correto, ajudaram nessa campanha de limpeza de imagem.
É neste âmbito que entra a "Iniciativa Córdoba". Esta organização, fundada por Feisal Abdul Rauf, um imã americano nascido no Kuwait, pretende estabelecer um centro cultural e social islâmico perto do Ground Zero a fim de mostrar aos Americanos a face tolerante do Islão. Abdul Rauf declarou que a sua intenção é "enviar a declaração contrária àquilo que aconteceu em 11 de Setembro". "Nós queremos dar um empurrão contra os extremistas", declarou.
Todavia, tanto o espaço escolhido para a construção do centro islâmico como o nome do futuro centro não são inocentes. O local, apesar de se situar a dois quarteirões do Ground Zero, foi um dos edifícios secundários destruídos total ou parcialmente naquela manhã de Setembro de 2001. Na altura do embate na Torre Sul, uma parte do trem de aterragem do avião caiu sobre o número 45 da Rua Park Place, um dos dois edifícios a ser demolidos para a construção da mesquita.
O nome, por seu lado, também levanta sobrolhos. Córdoba lembra o Califado estabelecido no sul de Espanha, que marcou o período mais florescente da expansão islâmica no Ocidente. A refundação do Califado de Córdoba é declaradamente um dos sonhos de Osama bin Laden. A polémica (secundária) em redor do nome, levou a organização a renomear o projecto, escolhendo um inócuo "Park 51", ainda que reclamem que Córdoba evoque a cidade onde muçulmanos, cristãos e judeus viviam em convivência pacífica.
Numerosas personalidades se declararam a favor do empreendimento. Entre elas o próprio mayor Michael Bloomberg, alegando a liberdade de culto existente no país. O presidente Obama expressou apoio ao direito de construção do centro, dizendo: "Os muçulmanos têm o mesmo direito de praticar a sua religião como qualquer pessoa neste país. E isso inclui o direito de construir um local de culto e um centro comunitário em propriedade privada na Baixa de Manhattan, de acordo com as leis locais."
Uma das opiniões que considerei mais ponderadas foi a de Abraham Foxman, líder da Liga Anti-Difamação, o maior movimento de judaico de direitos humanos dos EUA. Afirmou que algumas das opiniões contra a mesquita são derivadas de fanatismo anti-islâmico e reconheceu o direito dos promotores de construírem o centro naquele local. Porém, apelou aos construtores para respeitarem a sensibilidade da família das vítimas, uma vez que a construção de uma mesquita naquele local poderia causar mais sofrimento a algumas famílias de vítimas do 11 de Setembro.
As vozes que se opõem ao projeto naquele local, na generalidade comparam o nível de infâmia na construção de um centro cultural muçulmano junto ao lugar onde outrora se ergueu o World Trade Center com a abertura de um centro cultural alemão em Treblinka. Ou um centro cultural japonês em Pearl Harbour. (Eu acrescentaria ainda um centro cultural americano em Hiroshima ou Nagasaki). No mínimo, desapropriado. Os familiares das vítimas dos atentados, ainda que alguns se manifestem a favor em prol da liberdade que é uma das bases da América, são uns dos mais declarados opositores da mesquita. Na sua opinião, o local seria um símbolo do "Islão triunfante".
Se o objetivo principal do centro é a promoção do islamismo tolerante, então em vez de Nova Iorque, ele devesse talvez ser construído em Bagdade, Cabul, Beirute, Gaza ou mesmo em Meca. Como demonstração de tolerância islâmica, porque não permitir a construção de igrejas na Arábia Saudita, para servirem de espaço de culto às centenas de milhar de imigrantes cristãos (em especial das Filipinas)? Aí, a prática de qualquer religião que não o Islão – e até mesmo a minoria xiita é altamente perseguida – é punível com penas de prisão, chibatadas e mesmo a morte por decapitação.
Mais do que um diálogo inter-religioso limitado a intelectuais e realizado no Ocidente, a melhoria da imagem do Islamismo seria conseguida por mudanças no próprio Mundo Islâmico. E não apenas em prol da melhoria das relações com os não-muçulmanos, mas sobretudo da vida nas próprias sociedades islâmicas. Mais do que uma grande e dispendiosa operação de Relações Públicas como a "Cordoba House", o Islão necessita de uma significativa reforma interna. Pois se é absolutamente verdade que a maioria dos muçulmanos não são terroristas, também parece inegável que a maioria dos terroristas são muçulmanos.
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sexta-feira, agosto 20, 2010
Por qué Israel ainda non atacou a Irán?

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Stephens explica que inicialmente cría que o ataque viría no primeiro semestre deste ano, como non veu, vale a pena pensar nas razóns.
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O primeiro pensamento de Stephens , en 2008, estaba baseado nas fortes especulacións de que Ehud Olmert preparaba un ataque inminente a Irán, reforzado polo ataque a un reactor secreto en Siria. O Presidente Bush, porén, estaba saíndo e os informes da CIA desaconsellaban a acción dos EUA. Os estrategas e analistas israelís pensaban que canto máis tempo se tardara, máis difícil sería a execución do ataque. Fica a pregunta: por que Israel non actuou entón?
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Stephens da unha serie de razóns, sendo a máis probábel a de que Olmert cría que sería xogar coa sorte realizar un ataque sen antes esgotar todos os medios diplomáticos (ou medios secretos) a fin de deter o adianto nuclear iraniano. Chegaba Obama coa oferta dun tempo para negociacións, seguido polos tumultos internos pos-eleccións iranianas, que levaron a pensar nun posíbel troco de réxime. Ao final do ano pasado (2009), ficou claro que as dúas expectativas foron en balde. Parecía claro que as sancións non serían capaces de deter a Irán das súas apostas nucleares. Todo indicaba que un ataque "en solitario", so era defendido por Netanyahu.
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O que aconteceu, entón?
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Seguen catro teorías:
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1 Os estrategas e analistas israelís entenderon que o ataque podería fracasar, ou non ter éxito pleno. Tal análise non leva en consideración o pánico que Israel ten dun Irán nuclearizado.
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2 Israel estaría gañando tempo mentres axusta a súa coontradefensa e o seu ataque. O autor cita as probas que foron xa concluídas, do "Iron Dome", un escudo de defensa anti-mísiles, deseñado para protexer contra ataques de curta distancia, como os do Hamas e Hezbollah. O sistema poderá estar operacional en novembro deste ano. Israel tamén están comprando versións stealth do F-15, que son máis baratas que o F-35.
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3 En termos de política interna: Netanyahu, mesmo querendo atacar, non dará as ordes sen o consentimento do Ministro da Defensa Ehud Barak, do Presidente Shimon Peres, do Xefe do Estado-Maior, Gabi Ashkenazi e do Director do Mossad, Meir Dagan. Ese gabinete de emerxencia parece estar agora mesmo en contra do ataque, talvez coa excepción de Barak. Algúns deles, porén, poden deixar os seus cargos en breve.
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Dacordo co autor, existen serios rumores de que Barack Obama e o Pentágono están reconsiderando as súas opcións militares na cuestión de Irán. "Agardemos que si", di Stephens.
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Oito días, oito?
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quinta-feira, agosto 19, 2010
Un pobo palestino, si, e un pobo xudeu, non?

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israelo-palestino é esta cuestión: o feito de que a parte árabe teña tantas dificultades á hora de recoñecer que os xudeus no estado de Israel somos unha nación. A identidade é unha cuestión de autodefinición, non dunha definición externa. Do mesmo xeito que os xudeus non somos nin seremos o que determinen os palestinos, unha nación ou só unha relixión, Salman Masalha non pode determinar se os xudeus son un pobo ou non. É unha cuestión de libre autodeterminación.Calquera persoa que rexeita o dereito dos xudeus a definirse a si mesmos como unha nación, está a negarlles un dereito humano fundamental, ao que xudeus e palestinos, por igual, teñen dereito. A negativa árabe a aceptar a Israel como un estado xudeu é proba de algo moi profundo e preocupante: a falta de vontade para aceptar o dereito do pobo xudeu á súa autodeterminación. Porque o que está en xogo é a identidade nacional, non a identidade relixiosa, efectivamente pode ser un estado xudeu e democrático, así como pode existir un estado árabe e democrático. Que, dito sexa de paso, é o que está escrito na constitución do Líbano, un Estado árabe que, para todos os seus problemas, mantén un sistema político baseado nas eleccións e nos principios democráticos. A Cláusula B do Preámbulo da Constitución do Líbano declara: "O Líbano é árabe na súa identidade e nas súas asociacións". A Cláusula D establece o seguinte: "O pobo é a fonte de autoridade e soberanía". Noutras palabras, o Líbano considérase a si como un estado árabe e democrático. As constitucións de Siria e Exipto tamén definen as identidades dos seus países como árabes e os seus sistemas de goberno como democráticos. Mentres que hai, por dicilo suavemente, algúns problemas co aspecto democrático dos réximes deses países, non é menos evidente que os redactores das constitucións de Siria e Exipto consideraron que, en principio, non hai contradición en ser un estado árabe e, á vez, democrático.
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Jethro Tull en Israel

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quarta-feira, agosto 18, 2010
Entrevista a Danny Ayalon

- Cal é posición de Israel ante a declaración prevista por parte do Cuarteto?
Israel foi quen, desde hai un ano e medio, insistiu e esperou aos palestinos. Apertamos os beizos cando os palestinos continuaron coa campaña de deslegitimación e provocación e outras cousas fronte ás facilidades que brindamos; o especial xesto que fixemos co congelamiento, algo, en verdade, sen precedente. Por suposto que fixemos todo iso mentres sostiñamos que chegasen á negociación directa sen condicións previas. Espero e mantemos contactos para que a declaración do Cuarteto sexa equilibrada. É o que dicimos. É moi importante que, a declaración o sexa por coidar o principio que non é posible predeterminar as condicións de negociación porque, entón, non hai necesidade de manter negociacións. Se o Cuarteto toma a dirección palestina, iso endurecerá as posicións palestinas e creo que todos recoñecemos os erros que se fixeron, hai ano e medio, que rubiron aos palestinos ás árbores. Espero que iso non ocorra. A declaración do Cuarteto non será o marco ou o mandato ou o que se coñece como Terms of Reference, o marco de negociacións senón que ese marco será determinado polos palestinos e nós de modo directo co acordo norteamericano. Non retrocedemos na nosa posición e continuaremos sosténdoa".
-En relación ao exército de Líbano?
É o noso interese que, o exército de Líbano, sexa forte. A pregunta é sobre cal exército se fala. De feito, Israel foi sempre quen esixiu que o goberno de Líbano materialice a súa soberanía sobre todo Líbano, incluído o sur, onde Hezbollah estivo até o 2006 e por medio da dispersión do exército libanés. Entre o 60-70% dos soldados do exército libanés son chiítas pero os oficiais, no seu maior parte, non o son. Se ocorre í algún tipo de cambio e se sucede algún intento de asalto ao exército libanés a mans de Hezbollah, entón - desde o noso punto de vista- xa non será o exército de Líbano e as conclusións ? desde o punto de vista israelí - son moi claras e estimo que, tamén, para Estados Unidos".
-Hai posibilidade de control de Iraq por parte de Irán, ante a retirada norteamericana?
Coincido en que non podemos renunciar ao control e a presenza no Val do Jordán, por unha banda. Por outra, creo que Iraq, así o estimo, é un peixe demasiado gordo para Irán como para tragalo. Irán é unha rodaja delgada. Tamén en Líbano e en Hamas. Creo que aquí os intereses de Arabia Saudita, dos Países do Golfo, os demais estados sunnitas, poden conformar unha fronte contraria a Irán, nin falar de Estados Unidos e os países árabes, en última instancia, un intento de asalto e non dubido que ocorrerá, será a continuidade de sancións e doutras medidas.
-Como son as relacións con Grecia, á luz da visita do Primeiro Ministro Netanyahu?
As nosas relacións con Grecia son moi importantes. Relacións estratéxicas. Mantemos unha cooperación que é relevante para ambos os estados. Creo que son importantes para a estabilidade da rexión pero non vén a cambio das nosas relacións con Turquía. As posibilidades de mellorar as relacións con Turquía dependen dese país. Penso que a loita é, en verdade, sobre a identidade de Turquía. Trátase dunha liorta interna, turca. Israel non ten nada que dicir. Niso somos observadores dun lado, pero a decisión depende de Ankara de saber cara a onde se dirixen: se cara a Occidente ou a Oriente.
Departamento de Información do Ministerio de Relacións Exteriores - 17.08.2010
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segunda-feira, agosto 16, 2010
Unha mesquita en Manhattan. Sacrilexio na Zona Cero?

The Washington Post
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Ese é o motivo de que a proposta de Disney a principios da década dos 90 de construír un parque temático da historia estadounidense nas inmediacións do Parque Manassas Battlefield (onde tiveron lugar as dúas batallas de Bull Run) foi botada abaixo por unha ampla coalición que temía que se vulgarizase a nosa Guerra Civil (foron máis intelixentes que eu, que naquel entón non vía que a iniciativa fose especialmente mala). É tamén o motivo de que o miradoiro comercial construído xusto no límite de Gettysburg fose desmantelado polo Servizo de Conservación. É o motivo de que a pesar de que ninguén poña pegas aos centros culturais xaponeses, a idea de construír un en Pearl Harbor resulte ofensiva.
E de que o Papa Xoán Paulo II ordenase ás monxas carmelitas abandonar o convento que estableceran en Auschwitz. Non estaba a desprezar en absoluto a súa misión de rezar polas almas dos mortos. Ensináballes unha lección de respecto: non é o voso sitio, pertence a outros. Por máis pura que sexa a vosa voz, mellor que reine o silencio.
Até o alcalde de Nova York, Michael Bloomberg, quen acusou a quen se opoñen á construción do centro islámico e mesquita de 15 plantas nas inmediacións da Zona Cero de violar a liberdade relixiosa, pediu aos promotores da mesquita que mostrasen "certa sensibilidade especial cara á situación". Aínda así, como apuntou con acerto o columnista Rich Lowry, a administración non pinta nada dicindo ás igrexas como teñen que desenvolver o seu labor, modelar a súa mensaxe ou mostrar "sensibilidade especial" cara a ninguén. Por iso, coas súas palabras Bloomberg estaba a recoñecer implicitamente a lóxica dos argumentos daqueles a quen critica con tanta virulencia por oporse á mesquita, a saber, que a Zona Cero é diferente a calquera outro sitio e por tanto debe seguirse alí un criterio especial e único.
Está claro que se tira do dito por Bloomberg: se a mesquita proposta estivese controlada por radicais islamitas "insensibles" que escusan ou celebran o 11 de setembro, el non apoiaría a súa construción. Pero, por que non? Segundo a expansiva visión da liberdade relixiosa que ten o propio alcalde, que dereito temos a ditar a mensaxe de calquera mesquita? Ademais, como mera cuestión práctica, non hai ningunha garantía de que isto non vaia a pasar no futuro. As institucións relixiosas deste país son autónomas. Quen di que a mesquita non vai contratar algún día a Anwar al-Aulaqi, o líder espiritual do pistoleiro de Fort Hood e do terrorista que tentou voar o avión o que viaxaba o pasado Nadal, e imán puntual da mesquita de Virginia á que asistían dúas dos terroristas do 11 de Setembro?
Que un imán como Aulaqi predique en Virginia é un problema de seguridade. Un Aulaqi predicando na Zona Cero sería un sacrilexio. O lugar importa; en especial este lugar. A Zona Cero é a escena do maior crime da historia estadounidense, perpetrado por musulmáns dunha ortodoxia islamita concreta por esa causa morreron e en cuxo nome asasinaron. Por suposto que esa variante representa só a unha ínfima minoría dos musulmáns. O islam non é máis intrinsecamente islamita que nazi é a Alemaña actual, pero a pesar da inocencia da Alemaña contemporánea, a ningún alemán de boas intencións ocorreríaselle propor un centro cultural xermano en, digamos, Treblinka.
É precisamente iso o que che fai dubidar das boas intencións detrás da proposta do imán Feisal Abdul Rauf. Este é o cabaleiro que chamou á política estadounidense "un accesorio do crime" do 11 de Setembro e que, preguntado hai pouco se Hamás é unha organización terrorista ou non, respondeu: "Eu non son un político... A cuestión do terrorismo é un tema moi complexo". Estados Unidos é un país libre onde se pode construír o que se queira, pero non en calquera parte. É o motivo de que existan as ordenanzas municipais. Non pode haber licorerías nas inmediacións dun centro escolar, non pode haber complexos comerciais onde poidan ofender as sensibilidades locais e, se a súa casa non cumpre o regulamento arquitectónico da zona, non poderá construíla.
Estas restricións obedecen a motivos de estética. Outras obedecen a razóns moito máis profundas de decencia común e respecto ao sacro. Non pode haber miradoiros comerciais en Gettysburg, non pode haber conventos en Auschwitz... e non pode haber mesquita na Zona Cero. Constrúaa en calquera parte menos alí. O gobernador de Nova York púxose a disposición dos promotores da mesquita para atopar terreo noutro lado onde levantala. Unha mesquita realmente destinada a tender pontes, o obxectivo que segundo Rauf terá a estrutura, aceptaría a oferta.
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A paisaxe de Israel contada por Mark Twain en 1867
Mark Twain, "The Innocents Abroad", 1867
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quarta-feira, agosto 11, 2010
O transfondo das "acusacións de conspiración" de Nasrallah (ou o que non contan os correspondentes)


Unha análise de Debka http://www.debka.com/
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Catro exércitos en estado de alerta mentres Jamenei (o máximo líder de Irán) faise cargo da crise do Líbano
Teherán puxo todo o seu peso detrás de Hezbolláh, O seu líder, Hassan Nasrallah, avanzouno horas antes do seu polémico discurso do luns, 9 de agosto, ao declarar que o "Líbano, Iraq e Afganistán son o cinto de seguridade de Irán", e Irán envío ao seu Director do Consello de Seguridade Nacional (NSC), Saeed Jalili, quen tamén leva a negociación, a Beirut este pasado domingo para fortalecer esa alianza. Esta información foi confirmada a DEBKA directamente por fontes iranianas. Á súa chegada, o xefe do NSC iraniano reuniuse con Nasrallah e co asistente do líder espiritual Ali Akbar Velayati, quen chegou a Beirut o pasado xoves 5 de agosto, despois de que estalase o incidente na fronteira libanesa-israelí, e aínda hoxe permanece alí. Jalili logo marchou en dirección a Damasco para proporcionar ao presidente sirio Bashar Assad algunhas das súas "impresións". Segundo as nosas fontes, nunha conversa que se prolongou até a madrugada do luns, o funcionario iraniano expresoulle con claridade que Teherán non ía tolerar o acordo consumado por Assad co rei saudita Abdullah, polo cal se desprende un enfriamento e incluso unha redución das relacións de Siria con Hezbolláh. O líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Jamenei, fíxose cargo claramente da situación libanesa. El mantén o control a través de dous altos funcionarios estacionados en Beirut e Damasco, así como con Nasrallah, quen se prepara para acusar a Israel de asasinar ao primeiro ministro libanés Rafiq Hariri en febreiro de 2005.
Esta é a táctica que Nasrallah está a usar para chantaxear ao goberno de Hariri (fillo de Rafiq Hariri) coa ameaza dunha guerra civil e/ou unha confrontación militar con Israel se non se disolve o tribunal especial da ONU (que investiga o asasinato de Rafiq Hariri) e así evita a entrega de líderes de Hezbolláh acusados ao tribunal. Con Teherán oscilando sólidamente detrás de Hezbollah ao máis alto nivel, Israel, Líbano e Siria puxeron en alerta aos seus exércitos, xunto con Hezbolláh, preparados para calquera escenario. Irán asegurouse de que as tensións fronteirizas se mantivesen en alza despois de que francotiradores do exército libanés matasen a un oficial israelí nun enfrontamento o pasado martes 5 de agosto. Como xa DEBKA informou nese momento, un grupo de oficiais de intelixencia iranianas percorreron abertamente as fronteiras do sur do Líbano e estudaron as posicións israelís, asegurándose de que foran vistos ao lado israelí. Aínda están presentes en posicións de avanzada de Hezbolláh.
O pasado domingo, o ministro de Exteriores libanés, Ali Al-Shami, voou a Teherán para solicitar a súa axuda á hora de baixar o ton do ultimato exposto por Nasrallah ao primeiro ministro Saad Hariri, no devandito ultimato pídese que se disolva o tribunal especial establecido pola ONU e o Líbano para investigar o asasinato do seu pai e se acusa a Israel ante o Consello de Seguridade da ONU. Al-Shami sostivo que este movemento rompería a unidade do goberno do Líbano e abriría as portas a unha nova guerra civil e/ou guerra con Israel. A súa apelación ao presidente Mahmoud Ahmadinejad caeu en oídos xordos. No seu lugar, o Director do Consello de Seguridade Nacional iraniana foi enviado nun avión especial a Beirut para fortalecer a posición do líder de Hezbolláh. Isto despréndese do seu comentario: "O poder da resistencia e a unidade do exército libanés non permitirá que o réxime sionista corte incluso unha árbore. Anteriormente, o réxime sionista podería avanzar cara ás fronteiras de Beirut sen medo. Hoxe, o exército sionista recibiu unha forte resposta de Resistencia Islámica...".
As súas palabras significan que, para Teherán, o noveno batallón do exército libanés xa non é unha entidade independente e autónoma, senón parte integrante de Hezbolláh e un socio na súa misión rexional.
Gran exercicio militar israelí como resposta ás acusacións de Nasrallah dun complot israelí para eliminar aos dirixentes libaneses
O líder de Hezbollah, Hassan Nasrallah, acusou a Israel de conspirar para asasinar a todos os líderes políticos e militares do Líbano nun discurso que pronunciou a noite do luns 9 de agosto, por tanto eleva a súa acusación anterior na que só acusaba o Estado xudeu do asasinato de Hariri en 2005. A pesar de que non presentou ningunha proba, os seus patrocinadores iranianos estaban visiblemente ao seu lado. O importantes é que derramou suficiente combustible sobre as xa incendiarias relacións entre Israel e o Líbano, e as fronteiras entre Israel e Siria, o xusto como para provocar que un espectacular exercicio militar israelí comezase onte martes 10 de agosto.
O chanceler iraniano, Manouchehr Mottaki, estaba de camiño mentres tanto a Damasco para lograr que Bashar Assad se botase atrás da súa promesa ao rei saudita Abdullah de romper con Hezbolláh. O embaixador iraniano exhortou ao xefe do persoal do exército libanés, o xeneral Jean Qahwajiy, e aconselloulle que demandase un novo acordo militar iraniano-libanés para substituír aos EEUU por Irán como principal provedor de armas do exército libanés. Nun intento por manter a súa posición en Beirut, Washington enviou a Beirut o seu principal experto sirio-libanés, Fredric Hof, para advertir ao xeneral Qahwaji dun posible deslizamiento cara a Irán ou de emprender unha nova agresión transfronteiriza contra Israel. DEBKA xa esbozou as presións existentes nas relacións entre Irán e Siria e as tensións que deron lugar a todas estas idas e vindas, e que levaron a que catro exércitos se poñan en estado de máxima alerta e fagan que o líder de Hezbolláh estea o suficientemente desesperado como para ameazar ao seu país coa guerra civil e con provocar un enfrontamento con Israel.
Israel trasladou unha gran concentración de tanques, infantaría blindada e artillaría no norte como unha advertencia adicional a Teherán, Damasco e Beirut, para que non permitan que as súas crises internas se estendan cara ás fronteiras de Israel ou xeneren unha repetición da emboscada do 3 de agosto na que o tenente coronel Dov Harari foi asasinado por un francotirador do Líbano. O luns pola noite, o exército israelí advertiu aos cidadáns e excepcionalmente aos automobilistas que terían que soportar o tráfico pesado de vehículos militares nas estradas do norte de Israel, desde o centro do país até as costas do Lago Kinneret, Alta Galilea e o Golán. Nasrallah comezou facendo unha recompilación das accións que segundo el axentes israelís tramaran contra o Líbano na década de 1990, e pasou despois a acusar a Israel de conspirar para asasinar o presidente libanés Michel Suleiman, ao xefe do Estado Maior Xeneral Jen Qahwaji, ao líder do movemento Amal Nabih Berri - presidente do Parlamento -, ao primeiro ministro Saad Hariri e ao líder do movemento cristián Falanxe, Samir Geagea. "E que é o que motiva que Israel queira facer táboa rasa de todo dirixente libanés prol-occidental, así como dos líderes prol-iranianos?", preguntouse retóricamente Nasrallah: "Para implicar a Siria e Hezbolláh neses crimes, exactamente como no caso do asasinato de Hariri", o cal segundo el foi cometido polo Mossad israelí. Os esforzos de Nasrallah para provocar unha guerra común sirio-libanesa contra Israel revélanse totalmente transparentes e predicibles. De todos xeitos, xa conseguiu incrementar o nivel das tensións militares en curso na rexión.
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terça-feira, agosto 10, 2010
sábado, agosto 07, 2010
Another Brick In The Wall (Hey Ayatollah, Leave Those Kids Alone!)
Another Brick In The Wall (Hey Ayatollah, Leave Those Kids Alone!)
Blurred Vision, é un duo de músicos iranianos exiliados en Londres.
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Ver a luz - Efrat Gosh
Traducción de Susana Siguelboim
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sexta-feira, agosto 06, 2010
El Salvador: O kibbutz, unha prioridade vital
Os salvadoreños mantéñense expectantes cos acontecementos en Israel e sobre todo, esperando que o novo goberno salvadoreño que dirixe o presidente Mauricio Funes Cartagena reaccione para priorizar iniciativas no marco das boas relacións diplomáticas con Israel e sobre todo para incrementar a asistencia técnica tradicional. Un dos puntos álxidos en materia de asistencia, debería ser a implementación dos kibutzim para reactivar terras ociosas en todos os 21.000 quilómetros cadrados do territorio nacional salvadoreño. Os kibutzim poderían ser a solución para reactivar o agro e sobre todo para erradicar a pobreza e dar un novo xiro á mentalidade salvadoreña, que se mantén estancada grazas ás remesas familiares desde Estados Unidos e outros países. Miles de compatriotas xa non queren traballar debido a iso e tanto os cultivadores de cana de azucre como de café, vense obrigados a contratar braceros hondureños e nicaraguanos para a zafra e a colleita. E se se quere ser máis agresivo, poderían estruturarse programas dentro dos kibutzim para diminuír a delincuencia, dando oportunidades para os membros de cuadrillas que queren integrarse á vida produtiva deste país. Só é cuestión de que alguén tome a iniciativa. De seguro, Israel estaría presente. Unha das mostras de amizade entre os dous países foi a creación da Liga de Amistad Parlamentaria Salvadoreña-Israelí na Asemblea Lexislativa do Salvador ao que se suman actividades de cooperación especificamente na agricultura. No mesmo contexto, a asistencia técnica israelí esta abarcando sectores como a medicina, a alta tecnoloxía, a saúde pública e sobre a prevención da delincuencia xuvenil, por mencionar o máis recente. As sempre excelentes relacións que El Salvador mantivo cos israelís deixaron unha pegada indeleble no beneficio que moitos profesionais salvadoreños obteñen, a través das capacitacións técnicas en territorio israelí e a que expertos xudeus proporcionan neste país centroamericano. El Salvador é o único país en América Latina que ten unha igrexa con máis de 60.000 membros onde os símbolos patrios israelís están presentes. Cando a nación xudía celebraba o seu 62 aniversario, o ex presidente do Salvador Elías Antonio Saca González escolleu a igrexa Tabernáculo Bíblico Bautista Amigos de Israel para tan magno evento. Aí estiveron as máis altas autoridades de Goberno e da Embaixada de Israel nun acto sen precedentes, onde houbo música hebrea e discursos oficiais. Todo o anterior denota non só unha simple amizade, senón o profundo sentir do amor pola Terra de Israel. Isto demóstrano as constantes excursións turísticas que salvadoreños realizan ano tras ano á Terra Santa.
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quarta-feira, agosto 04, 2010
Emboscada na fronteira de Israel e Líbano
Por Ruben Kaplanhttp://www.rkpress.com.ar/
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terça-feira, agosto 03, 2010
Coa súa filla hospitalizada en Israel, planificou e logo executou o asasinato dun israelí.

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domingo, agosto 01, 2010
Realizouse a Marcha do Orgullo Gai en Xerusalén
O colorido Desfile do Orgullo Gai celebrouse o pasado xoves en Xerusalén á vez que tres manifestacións na súa contra, relixiosas e de extrema dereita, foron convocadas para protestar polo evento. Máis de tresmil persoas se congregaron no Parque da Independencia, no centro da cidade, nunha colorida marcha adornada con bandeiras de arcoiris, globos de cores e pancartas que pedían igualdade total de dereitos para a comunidade Lesbiana, Gai, Bisexual e Transexual (LGBT), a oitava manifestación deste tipo celebrada en Xerusalén nos últimos oito anos. Este ano, a marcha tivo un percorrido distinto do habitual. "Decidimos marchar até a Knésset, para reclamar o noso dereito á igualdade, porque somos todos iguais, pero non fronte á lei", dixo Amit Lev, portavoz da Casa Aberta de Xerusalén para o Orgullo e a Tolerancia. Lev denuncia que os membros da súa comunidade "non se poden casar, nin adoptar nin facer nada como parellas" neste país. Moi preto do parque da Independencia, na praza de París, decenas de activistas de dereita protestaban contra a marcha gai e esperaban o seu paso con pancartas nas que se lían mensaxes como "Pervertidos, fóra de Xerusalén", ou "Gais, váianse ao inferno", informou o servizo de noticias Ynet. O encontro dos dous grupos transcorreu sen incidentes debido á forte presenza de axentes das forzas de seguridade que velaron polo respecto do dereito de manifestación das dúas partes. Doutra banda, no barrio relixioso de Mea Shaarim, escasamente menos dun cento de ultra-ortodoxos convocados polo rabino Yosef Elyashiv tamén se manifestaron contra a celebración do día do Orgullo. Unha terceira protesta contra o desfile gai celebrouse na estación central de autobuses. Esta pretendía incorporar un desfile de burros, co fin de comparar a estes coa comunidade gai, pero a participación dos animais non foi autorizada nin polo Concello nin pola Policía. En definitiva, un día de reivindicación sen ningún incidente.
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Lapidación
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Wikileaks, ou os papeis do Pentágono versión 2010

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Segundo o autor do seguinte artigo, o así chamado "caso Wikileaks", deixa exposta varias preguntas, entre elas as que ten relación cunha nova maneira de levar a cabo a práctica xornalística, como así tamén, con aquelas referidas aos límites que deben presentar os gobernos encabezados por réximes democráticos, ao momento de levar a cabo o seu combate contra o terrorismo internacional; verdadeiro "inimigo invisible", desta primeira década do novo Século.
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ras indirectas en terras afastadas, gozamos das fabulaciones que do mesmo fixeron novelistas e directores de cinema. A constatación deste fin, témola coa famosa filtración que nos ocupa esta vez: os miles de documentos militares estadounidenses que quedaron ao alcance de calquera cidadán do mundo con posibilidade de conectarse a Internet: Wikileaks, o sitio web que se fixo cos 92.201 documentos -e que permite a calquera persoa publicar anonimamente documentos reservados- filtrados presuntamente polo soldado Bradley Maning, detido actualmente en Kuwait, o cal xa filtrou a Reuters un vídeo onde se apreciaba a un helicóptero estadounidense disparando contra civís, púxoos a disposición dos rotativos estadounidense New York Times e británico The Guardian e da revista alemá Der Spiegel para que verificasen a información mentres, case simultaneamente, colgounos no seu portal..
O asunto encerra demasiados debates existenciais para as democracias occidentais. En especial, para todas aquelas nacións que, en maior ou menor medida, están implicadas no conflito de Afganistán, ou prestan apoio a EE UU na Guerra contra o Terrorismo -a Administración Obama especificou antes deste verán que, esta Guerra é contra Al Qaeda. Estes debates son xa clásicos cando as nacións occidentais enfróntanse a desafíos similares: Liberdade de Expresión vs. Seguridade Nacional, Control cidadán ás actuacións do Poder, Cuestionamiento mediático e público da Guerra...
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Se atendemos ao artigo que publicou o pasado día 26 de xullo o diario español ABC asinado polo prestixioso analista internacional Florentino Portero, sobre o asunto, o problema de fondo, é unha cuestión de principios. Principios de ambos bandos -EE UU e os seus aliados occidentais e Al Qaeda- nunha guerra asimétrica con estratexias máis psicolóxicas que militares. Segundo o autor, os islamitas saben que non gañarán medindo forzas no campo de batalla, pero si poderán alzarse coa vitoria se conseguen facer sacudir as conciencias dos cidadáns norteamericanos sobre a Guerra. Desta maneira, conforme apunta Portero, Wikileaks serviu, irresponsablemente, de trampolín para estes obxectivos.
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En contra da opinión de Portero, que adoita apoiar as políticas atlantistas en materia de seguridade, lemos no tamén xornal español El Mundo, a David Torres acerca da famosa filtración. O columnista móstranos ao fundador de Wikileaks, Julian Paul Assenge, como o heroe do xornalismo moderno e, en última instancia, como o salvador do futuro da profesión. Torres, na súa citada columna, titulada "Isto é a guerra", denuncia as manipulacións constantes que perpetra o Pentágono respecto da información que chega de Afganistán e Iraq -como a ocultación das imaxes dos incontables cadaleitos de soldados americanos- e asegura que, Assange, ven de reinventar o xornalismo cuns cantos correos electrónicos.
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Pero, certamente, un dos alicerces fundamentais da Democracia -e sobre todo da estadounidense- é o control do Goberno. Para iso faise esencial unha prensa poderosamente libre. Pero e se afecta á Seguridade Nacional? Onde se debería pór o muro á liberdade de expresión en tempos de guerra? O Debate está servido. Os límites, sen marcar. E o que se xoga, á fin e ao cabo, é a supervivencia dos peores sistemas políticos inventados, se exceptuamos todos os demais -Churchill dixit-
Antecedentes de informacións filtradas
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É certo que non é a primeira vez que ocorre algo así en EE UU. O Cuarto Poder, os medios de comunicación, botaron a un presidente da Casa Branca: o archiconocido Watergate. Pero tamén, están os famosos Papeis do Pentágono. En 1971, Daniel Ellsberg, un ex empregado do Departamento de Estado obtivo unha copia do estudo que anos atrás encargou Robert McNamara -antigo Ministro de Defensa- sobre as relacións entre EEUU e Vietnam desde 1945, e quixo filtrala ao Senado. Dita cámara non foi receptiva, e Ellsberg dirixiuse a un reporteiro de The New York Times chamado Neil Sheehan. Sheehan empapouse dos futuros Papeis do Pentágono. O xornalista do New York Times, que acusou o Goberno do mesmo que hoxe acusan Assange e Wikileaks á Administración actual: manipulación e mentira sobre a Guerra. O entón presidente R. Nixon cualificou os Papeis como alto segredo, e parou a información. A batalla que Sheehan librou levoulle até o Tribunal Supremo, que fallou no seu favor, argumentando que primaba a Primeira Emenda: A Liberdade de Expresión. E, a Guerra de Vietnam, todos sabemos, como terminou: retirada das tropas estadounidenses debido, sobre todo, ao profundo rexeitamento da cidadanía ao conflito e á superioridade vietnamita no combate. Que a Al Qaeda lle beneficia demasiado unha opinión pública en contra da guerra, nin os máis necios poden dubidalo. Que o Poder necesita ser controlado e a Liberdade de Expresión debe ser sagrada nunha Democracia, tampouco é cuestionable. Assange foi cualificado, como vimos, de heroe e de vilán, de traidor e de salvador da Democracia. E a forma de cualificalo dependerá dos sentimentos e as paixóns que nos dominen. Pero, a pregunta -ao meu entender- que lanza o caso Wikileaks é: pódese combater ao terrorismo sen deixar de ser unha democracia plena?
http://www.wikileaks.org/wiki/Wikileaks/es
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Palestinos no mundo árabe: Por que o silencio?

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O autor do seguinte artigo, refírese á case nula repercusión que recibe na prensa internacional, acerca dos distintos abusos cometidos por diferentes estados árabes contra os palestinos. "Non só aos palestinos que viven en Líbano foilles negado o dereito á propiedade, senón que ademais, non teñen dereito a seguridade social para o coidado da saúde... Pode alguén imaxinar cal sería a reacción na comunidade internacional se, mañá, Israel aprobase unha lei que prohibe aos seus cidadáns árabes traballar como taxistas, xornalistas, médicos, cociñeiros, mozos, enxeñeiros e avogados?"
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Non só aos palestinos que viven en Líbano foilles negado o dereito á propiedade, senón que ademais, non cualifican para o coidado da saúde e teñen prohibido -por lei- traballar nunha gran cantidade de empregos. Pode alguén imaxinar cal sería a reacción na comunidade internacional se, mañá, Israel aprobase unha lei que prohiba aos seus cidadáns árabes traballar como taxistas, xornalistas, médicos, cociñeiros, mozos, enxeñeiros e avogados? Ou se o Ministerio de Educación de Israel implementara unha directiva que vetase aos mozos árabes matricularse en universidades e escolas? Pero quen dixo que as autoridades libanesas non fixeron nada para "mellorar" a situación? De feito, os palestinos - que viven nese país - deberían estar agradecidos ao goberno libanés. Até 2005, a Lei prohibiu aos palestinos traballar en 72 profesións. Agora, a lista de empregos reduciuse a 50. Aínda, aos palestinos non lles está autorizado traballar como médicos, xornalistas, farmacéuticos ou avogados en Líbano. Para un palestino, ironicamente, é moito máis fácil adquirir a cidadanía americana e canadense que un pasaporte dun país árabe. No pasado, os palestinos -que vivían en Cisxordania e na Franxa de Gaza- eran mesmo autorizados a recibir a cidadanía israelí se casaban cun cidadán israelí, ou se reencontraban coas súas familias dentro do país. Agora, os políticos libaneses están a debater unha nova lexislación que puidese outorgar "dereitos civís" aos palestinos, por primeira vez en 62 anos. O novo proxecto de Lei inclúe o dereito á propiedade privada, a seguridade social e asistencia de saúde. Moitos libaneses se opoñen á lexislación por medo a que puidese facilitar o camiño á integración dos palestinos dentro de a súa sociedade e puidesen constituír unha carga para a economía.
Artigo publicado no www.hudson-ny.org
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